Francisco Perna Filho III A cidade enforquilhada, enrodilhada, trapaceada, submetida, subjugada, argumenta as suas origens, os seus papéis, os seus bordéis, bordados, boquifendidos, inesitantes, inescusáveis, sempre prontos, sempre postos, via livre, libertação. A cidade religiosamente tensa atesta as suas crenças, o demencial momento do estapafúrdico comércio da fé, em sinos, em símbolos, em siglas, com puta o vil metal. A cidade morre nos seus ciúmes, na represália do amor passante do que não lhe pertence, do que não lhe é de direito. A cidade assiste, assustada, o féretro que passa, o Solitário silêncio de quem vai, a paz desbotada de quem fica. A cidade sempre chora, sempre só. As primeira chuvas chegam, vesga e borrada a cidade é só ternura computando os seus dias de seca, suas ressacas homéricas, seu delitos, Seus dilúvios. A cidade às vezes ...