Raul Bopp por Antônio Houaiss - Parte Final
Cobra Norato Hoje, apresento a última parte deste ensaio de Antônio Houaiss. O texto foi transcrito ipsis litteris, conservando a sua linguagem original. Acho importantíssimo reunir aqui neste espaço - Banzeiro - três grandes nomes das nossas Letras: Raul Bopp, Othon Moacyr Garcia e Antônio Houaiss. Boa Leitura! (...) Nas terras do Sem-fim, palmilhando-as todas, eu=Raul Bopp=leitor, metido na pele da Cobra Norato, faço-me o Cobra Norato e vou casar-me com a filha da rainha Luzia. Está-se em plena mitologia, vencendo todos obstáculos, inclusive os do espaço e do tempo. Toda racionalidade da ensaística era abandonada, em favor das regras de um jogo de imprevistos, previsíveis somente pela limitação ecológica, inclusive para os convidados do epitalâmio, o caxiri-grande, que na primeira versão já iria ter como convidada a paulista Tarsila, mas de certa ediç~so em diante iria também ter a do fraterno Augusto Meyer, pois o herói queria na sua festa nupcial "povo de Belém de Porto Alegre...