Gregório de Matos - Poema
Soneto religioso Meu Deus, que estais pendente de um madeiro, Em cuja lei protesto de viver, Em cuja santa lei hei de morrer Animoso, constante, firme e inteiro. Neste lance, por ser o derradeiro pois vejo a minha vida anoitecer, é, meu Jesus, a hora de se ver a brandura de um Pai, manso Cordeiro Mui grande é vosso amor, e meu delito, Porém pode ter fim todo o pecar, E não o vosso amor, que é infinito. Esta razão me obriga a confiar, Que por mais que pequei, neste conflito Espero em vosso amor de me salvar. Imagem retirada da Internet: cruz