sábado, 4 de dezembro de 2010

Marinalva Rego Barros - Poeta

[O+BOTO]

Leveza


Deixe que os botos
guardem os rios
e os casarões cochichem
sobre nossa ingenuidade.

Deixe que o abacateiro
transponha o muro
e se apaixone
pela rua antiga

Permita ao mundo
suas pequenas fatalidades,
como a canoa muda
que assiste
respeitosa
a morte do dia.



In. Antologia do I Concurso Nacional de Poesia - Academia Tocantinense de Letras. Palmas: Papyrus, 2006, p.19.
Imagem retirada da Internet: Boto