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Mostrando postagens de novembro, 2009

Joaquim Cardozo - Poema

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JOAQUIM CARDOZO Chuva de caju Como te chamas, pequena chuva inconstante e breve? Como te chamas, dize, chuva simples e leve? Teresa? Maria? Entra, invade a casa, molha o chão, Molha a mesa e os livros. Sei de onde vens, sei por onde andaste. Vens dos subúrbios distantes, dos sítios aromáticos Onde as mangueiras florescem, onde há cajus e mangabas, Onde os coqueiros se aprumam nos baldes dos viveiros e em noites de lua cheia passam rondando os maruins: Lama viva, espírito do ar noturno do mangue. Invade a casa, molha o chão, Muito me agrada a tua companhia, Porque eu te quero muito bem, doce chuva, Quer te chames Teresa ou Maria. In. Jornal de Poesia Imagem retirada da Internet: Caju .

Joaquim Cardozo - Poema

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JOAQUIM CARDOZO Joaquim Cardozo. Poeta, dramaturgo, engenheiro calculista. Nasceu no Recife em 26 de agosto de 1897 Grande estudioso e conhecedor da matemática, em cujo domínio penetrou com grande sensibilidade poética, inovou os métodos tradicionais do cálculo estrutural. Viabilizou, assim, a execução de obras complexas da arquitetura moderna, como as de Oscar Niemeyer. Calculou, para o arquiteto, as obras do Conjunto Pampulha, em Minas e, em Brasília, o Palácio da Alvorada, a Catedral, a cúpula do Congresso Nacional e o Itamarati, entre outras. Publicou os seguintes livros: Poemas (1947); Pequena antologia pernambucana (1948); Signo Estrelado (1960); Coronel de Macambira (1963); De uma noite de festa (1971); Poesias Completas (1971); Os anjos e os demônios de Deus (1973 );O capataz de Salema, Antonio Conselheiro, Marechal, boi de carro (1975); O interior da matéria (1976); Um livro aceso e nove canções sombrias (1981, póstumo). Faleceu em Olinda em 4 de novembro de 1978. Menina Os t...

Luiz de Aquino - Poema

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Luiz de Aquino Luiz de Aquino Alves Neto nasceu em Goiás, em 1945. Estudou no Rio de Janeiro e em Goiânia, onde reside. Graduado em Geografia pela Universidade Católica de Goiás. Poeta, contista, cronista, é autor de muitos livros. Membro da União Brasileira de Escritores, da Academia Goiana de Letras e do Sindicato de Escritores do Rio de Janeiro. VIDA A força da corda não força a sorte nem corta o cachaço. Na força da corda o corte da forca não solta o sanhaço. Na lida e no eito a liça e o feito enfeitam o que faço. No peito, o cio, a vida no fio que escorre frio e morre no leito. In. Antônio Miranda Foto by Sinésio Dioliveira - Poeta - Todos os Direitos reservados.

Brasigóis Felício - Poema

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BRASIGÓIS FELÍCIO Brasigóis Felício nasceu em Aloândia (Go) em 1950. Tem 20 livros publicados, entre obras de poesia, conto, romance, crônica e crítica literária. Em sua bibliografia destacam-se Hotel do tempo, poesia, (Editora Civilização Brasileira, l982); Monólogos da Angústia, contos, (Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos), Diários de André, romance censurado e apreendido em 1976, por ordem do ex-ministro da Justiça, Armando Falcão; Viver é devagar, crônicas, l998, Literatura Contemporãnea em Goiás, crítica literária, O tempo dos homens sem rosto, poesia, Editora Estação Liberdade, e Memória da solidão, contos, Coleção Karajá, da Agência Goiana de Cultura. Trabalhou, como repórter e redator, nos jornais Cinco de Março, O Estado de Goiás, Revista Leia Agora, Revista Centro Oeste, O Top News. Em O Popular, onde atuou como repórter e redator do Caderno 2, durante 12 anos seguidos, iniciou sua carreira de cronista. Neste jornal assina, há oito anos, uma crônica sem...

Francisco Perna Filho - Poema

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Francisco Perna Filho O poema, a seguir, é uma homenagem que faço aos meus grandes amigos/irmãos: Valdivino Braz e Sinésio Dioliveira. Este ano, como estou morando em Palmas, não passamos os nossos aniversários juntos, como sempre o fazemos. Portanto, esta é uma forma de comemorarmos, de matarmos um pouco a saudade. Na fotografia, estou ladeado pelos dois: à esquerda, Valdivino; à direita, Sinésio. A foto faz parte do Álbum de fotos do Orkut do amigo Sinésio, e foi tirada num momento muito agradável, no Bar do Chaguinha, em Goiânia. DE HOMENS E BARCOS Os homens, naquele bar, falaram de rios e mulheres e riram dos seus feitos, de suas histórias e amores, sonharam lonjuras e amavios e navegaram em olhos e dentes tão perfeitos que chegaram a entender o vazio dos homens e das garrafas. Sorveram o momento e se alimentaram de boas palavras. Não sabiam muito a respeito do amor, por isso - sobreviveram.

Odir Rocha - Poema

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Manoel Odir Rocha nasceu em Araguari - MG. É médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Curitiba), onde também cursou (sem se graduar) Sociologia e Administração Pública. Veio para o Tocantins em 1971 (quando ainda era Goiás), mais especificamente para Colinas do Tocantins, onde montou um pequeno hospital. Em Colinas, exerceu a profissão de médico até a criação do novo Estado, quando foi eleito prefeito da cidade, só que agora Colinas do Tocantins. Concluído o mandato mudou-se para Palmas, sendo secretário municipal de Ação Social e Habitação do primeiro prefeito eleito. Foi ainda suplente de Deputado Federal, Secretário Estadual de Administração, Secretário Extraordinário para Assuntos Metropolitanos. Em 1996 foi eleito prefeito de Palmas. Poeta, contista e pesquisador em História, é membro da Academia Palmense de Letras, da Academia Tocantinense de Letras, da União Brasileira de Escritores e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores ...

Eugênio de Castro - Poema

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Eugênio de Castro SOMBRA E CLARÃO De mãos dadas, lá vão avó e neta, - A Saudade e a Esperança de mãos dadas! - A neta é loira, a avó tem cãs prateadas, Uma leva a boneca, outra a muleta. Uma arrasta-se e a outra salta inquieta; Aos suspiros vai uma, outra às risadas; A avó desfia contas desgastadas, E a neta colhe iriada borboleta. Uma vai confiada, outra bisonha; Uma lembra-se, triste, e outra sonha; Leves asas tem uma, outra coxeia... E eu, que as vejo passar, com mágoa infinda Penso que a avó talvez já fosse linda, E que a neta, que é linda, há de ser feia! In. Descendo a Encosta. Obras Poéticas. Lumen, Vol. X Imagem retirada da Internet - Lágrima .

Gabriel Nascente - Poema

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Gabriel Nascente Gabriel Nascente é o nome literário de Gabriel José Nascente. É de Goiânia (GO), onde nasceu a 23 de janeiro de 1950. Jornalista. Morou em São Paulo, apadrinhado pelo poeta Menotti Del Picchia. Autor de quase três dezenas de livros publicados, em sua maioria, poesia. Ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura. Em setembro de 1978, a Academia Paraibana de Poesia lhe outorgou o título de “O Embaixador da Poesia Brasileira”. Conquistou, em 1996, um dos prêmios mais cobiçados de todo país, o "Cruz e Sousa de Literatura", de Santa Catarina, com o livro inédito de poemas A lira da lida. E obteve também outras premiações de âmbito nacional. Seu nome figura hoje em diversas antologias da poesia brasileira, inclusive em edição bilíngue. (Fonte: Jornal de Poesia ) 75 Calem a boca, máquinas do mundo! Os gatos da cidade são metais em desespero. 87 Os relógios estão comendo a minha face. 93 Eu vi a alma da poesia num sorriso da lama. 100 Senhor, por que não me partes ...

Augusto dos Anjos - Poema

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Augusto dos Anjos Augusto dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, no município de Sapé, estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos sete anos de idade. Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo. Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia Sagrada ao qual, também, não contestava su...

Francisco Perna Filho - Poema

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Destino de pedra De quem são os meninos que dormem ao relento, que sonham grandiosidades, e sucumbem nos esgotos da cidade grande consumidos na fumaça da própria miséria de uma existência precária? De onde vêm esses meninos que cumprem um destino de pedra, pedras de crack que sempre carregam. Sísifos da modernidade, armados de inconsciência, dormitando pelos esgotos e sucumbindo na ilusão do transitório? De que são feitos os seus dias, os seus olhos medonhos, as suas almas esvaídas na maldade inocente da química mortífera de uma breve existência? Para onde caminham essas criaturas silenciadas em mentiras, em promessas e bofetadas, em fome de existência, em liberdade forjada? São filhos da rua, da lástima do mundo, da indiferença dos homens. Vêm dos restos do mundo, da miséria urbana, das crateras da incompreensão. São feitos do lodo da existência, das sobras de ideologias, do sexo barato das ruas. Caminham em círculo, emperdenidos apóstolos, com suas gotas, com suas pedras, c...

Antônio Rezende - Poema

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Antonio Rezende Antonio Rezende nasceu em Araguaína, Tocantins, em 10 de abril de 1964. Edita o tablóide "devezenquandário" Opinião Popular e o blog Lorota Boa . É fotógrafo amador. Está documentando em textos e imagens peculiaridades do povo e dos lugares do Brasil para publicação em livro. Faz e declama versos por pura necessidade e teimosia. PÁRIA com força e gana faço o poema que fede ou cheira - isso depende do nariz é claro! pária simplesmente tiro pela culatra do sistema é por hábito não nego: nesta podridão me cego fecho o poema com alma entre dentes coração sangrando vinho e sangue In. Acerto de contas. Antonio Rezende. Palmas: Kelps,2007, p.33. Imagem retirada da Internet - Vinho .

Maria Hilda de Jesus Alão - Poema

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Maria Hilda de Jesus Alão Maria Hilda de Jesus Alão nasceu em Itabaiana (SE). Estudou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santos, formando-se em Letras. Ministrou aulas de Língua Portuguesa para alunos dos Ensinos Fundamental e Médio. Estudou francês na Aliança Francesa de Santos e espanhol no CNA. Participou de muitos concursos de Poesias e Antologias, tendo conquistado vários prêmios. REMEXENDO OS GUARDADOS Entre as páginas amareladas Dum velho romance de amor Guardei a carta perfumada Vinda de além-mar. Não tive coragem de abri-la Por medo de encontrar O monstro de cinco braços, Assombração dos amantes, A dançar na folha branca, E com mefistofélica gargalhada Tirar a máscara e expor a verdade. “Não tem volta: eu sou o ADEUS”. 13/10/07. Foto by Sinésio Dioliveira - Rosa - todos os Direitos reservados.

José Gomes Sobrinho - Poema

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JOSÉ GOMES SOBRINHO (1935-2004) Remexendo os guardados, deparei-me com este poema do amigo/poeta José Gomes Sobrinho, dedicado a mim, escrito num pedaço de envelope (amarelo), no primeiro dia de 1998, em Miracema do Tocantins, minha terra natal. José Gomes (Seo Gomes, como eu o chamava) nasceu em 1935, em Garanhuns (PE), filho de Luis Melchides Gomes, chegou ao Tocantins em 1989. Presidente do Conselho Estadual de Cultura, José Gomes Sobrinho era acadêmico da ATL- Academia Tocantinense de Letras, ocupante da cadeira nº 28, e da Academia Palmense de Letras, cadeira nº 09. Autor de 13 livros publicados, presidia também o Fórum Nacional de Conselheiros Estaduais de Cultura. Reconhecimento segundo Chico Perna* Descomeço noites de um tempo que não há Talvez porque já não estejam a portos todos os guardas de há muito esperados Se descomeço ou não importa-me pouco a existência dos pássaros. Miracema do Tocant...