Joaquim Cardozo - Poema
JOAQUIM CARDOZO Chuva de caju Como te chamas, pequena chuva inconstante e breve? Como te chamas, dize, chuva simples e leve? Teresa? Maria? Entra, invade a casa, molha o chão, Molha a mesa e os livros. Sei de onde vens, sei por onde andaste. Vens dos subúrbios distantes, dos sítios aromáticos Onde as mangueiras florescem, onde há cajus e mangabas, Onde os coqueiros se aprumam nos baldes dos viveiros e em noites de lua cheia passam rondando os maruins: Lama viva, espírito do ar noturno do mangue. Invade a casa, molha o chão, Muito me agrada a tua companhia, Porque eu te quero muito bem, doce chuva, Quer te chames Teresa ou Maria. In. Jornal de Poesia Imagem retirada da Internet: Caju .