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Mostrando postagens de junho, 2012

Alfredo Bosi - Poema

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Os trabalhos da mão Para a Ecléa A mão arranca da terra a raiz e a erva, colhe da árvore o fruto, descasca-o, leva-o à boca. A mão apanha o objeto, remove-o, aconchega-o ao corpo, lança-o de si. A mão puxa e empurra, junta e espalha, arrocha e afrouxa, contrai e distende, enrola e desenrola; roça, toca, apalpa, acaricia, belisca, unha, aperta, esbofeteia, esmurra; depois, massageia o músculo dorido. A mão tacteia com as pontas dos dedos, apalpa e calca com a polpa, raspa, arranha, escarva, escarifica e escarafuncha com as unhas. Com o nó dos dedos, bate. A mão abre a ferida e a pensa. Eriça o pêlo e o alisa. Entrança e desentrança o cabelo. Enruga e desenruga o papel e o pano. Unge e esconjura, asperge e exorciza. Acusa com o índex, aplaude com as palmas, protege com a concha. Faz viver alçando o polegar; baixando-o, manda matar. Mede com o palmo, sopesa com a palma. Aponta com gestos o eu, o tu, o ele; o aqui, o aí, o ali; o hoje, o ontem,...

ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS - RESULTADO

RESULTADO DA ELEIÇÃO PARA MEMBROS EFETIVOS DA ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS Resultado da Eleição: Total de votantes: 19 Abstenção: 02 Nulo: Nenhum A votação encerrou-se às 16:30, tendo sido realizada a apuração dos votos por comissão composta por Mary Sônia Matos Valadares, Osmar Casagrande e Manoel Odir Rocha, quando apurou-se o seguinte resultado: 1.        MÁRIO RIBEIRO MARTINS; 2.        FRANCISCO ASSIS JÚNIOR; 3.         WOLFGANG TESKE; 4.        LUCELITA MARIA ALVES; 5.        LUÍS OTÁVIO DE QUEIROZ FRAZ; 6.        ORION MILHOMEM RIBEIRO; 7.        EDSON CABRAL OLIVEIRA; 8.        JOSAFÁ MIRANDA DE SOUZA; 9.        FRANCISCO PERNA FILHO; 10.   KLEBER BUCAR BARREIRA....

Alberto Antonio Verón (Colômbia) - Poema

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LOS HÉROES DEL BARRIO Pretenden desconocer las pisadas del tiempo y se lanzan a la calle en pos de una conquista a falta de una caricia. Benditos en la noche son, aventureros que revientan los relojes del orden, los más ricos, los más aventureros de mi generación, víctimas del fuego, sacerdotes de la fiesta, les recordamos, aunque los sobrevivientes no tengamos su heroísmo. Fonte: Antônio Miranda Imagem retirada da Internet: relógio

Léon-Paul Fargue - Poema

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QUIOSQUES Em vão o mar faz a viagem Do fundo do horizonte para beijar teus pés prudentes: Tu os retiras Sempre a tempo. Calas-te, eu não digo nada. Talvez nem pensemos mais nisso. Mas os vaga-lumes pouco a pouco, Sacam suas lanternas de bolso Expressamente para fazer brilhar Em teus olhos calmos essa lágrima Que fui um dia obrigado a beber. E o mar se torna bem salgado. Depois, certa medusa ouro e azul, Que quer instruir-se entristecendo-se, Corta as lojas abarrotadas do mar, Clara e nítida como um elevador, E destouca sua lâmpada à flor d’água, Para te ver, com uma sombrinha, Chorando, representar na areia Os três casos de igualdade dos triângulos. Tradução de Carlos Drummond de Andrade Imagem retirada da Internet: pés

Valdivino Braz - Cinema - Lançamento

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Na qualidade de roteirista, codiretor e coeditor do filme “ Sol Inimigo ”, o escritor Valdivino Braz, secretário-geral da UBE-GO, repassa este especial: CONVITE A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), a Coordenação de Arte e Cultura (CAC/PUC Goiás) e o Grupo de Criação e Produção de Cinema, sob coordenação do Prof. Me. Leandro Cunha, convidam V. Sª. e Exmª. Família para o lançamento do documentário Sol Inimigo – O drama do povo no Recanto das Araras , inserido na programação oficial do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA 2012), que acontece entre 26 de junho e 1º de julho, na Cidade de Goiás. Data do lançamento: 28 de junho de 2012 (quinta-feira) Local: Casa de Cora Coralina – Cidade de Goiás Horário: 19 horas Sinopse: Há um cenário de sofrimento e resistência no Recanto das Araras, distrito do município de Faina (GO). Dramática luta pela sobrevivência, comovente lição de vida. O dia-a-dia dos portadores de Xerod...

Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) - Poema

    O Guardador de Reabanhos                     I Eu nunca guardei rebanhos, Mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol E anda pela mão das Estações A seguir e a olhar. Toda a paz da Natureza sem gente Vem sentar-se a meu lado. Mas eu fico triste como um pôr do Sol Para a nossa imaginação, Quando esfria no fundo da planície É se sente a noite entrada Como uma borboleta pela janela. Mas a minha tristeza é sossego Porque é natural e justa E é o que deve estar na alma Quando já pensa que existe E as mãos colhem flores sem ela dar por isso. Como um ruído de chocalhos Para além da curva da estrada, Os meus pensamentos são contentes. Só tenho pena de saber que eles são contentes, Porque, se o não soubesse, Em vez de serem contentes e tristes, Seriam alegres e contentes. Pensar incomoda como andar à chuva Quando o vento cresce e parece que chove mais...