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Mostrando postagens de setembro, 2011

Sérgio Milliet - Poema

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Paris Crepúsculos longos impressionistas A luz não cai escorrega sobre os patins das nuvens O Sena foge levando o gosto da posse. Fonte: Jornal de Poesia Imagem retirada da Internet: Paris  

Caio Porfírio Carneiro - Conto

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Não Dá... - Quero isto pronto ainda hoje. - Hoje? - Hoje. Olhou o sol declinado e descobriu, aflito, que não conseguiria cumprir a tarefa antes do cair da noite. Mas baixou a cabeça e entregou-se, com a máxima rapidez, a ladrilhar, o suor pingando do queixo, das axilas. Na pressa e no nervosismo quebrou alguns ladrilhos. - Meu Deus. O sol descia e o ladrilhado avançava pouco. A vista turvou. Sentou-se no chão, abanou-se com o velho chapéu. Fome medonha. Sede medonha. Os passos aproximaram-se: - E então? Olhou para ele, súplice: - Não dá... Primeiro o pigarro, depois a decisão aborrecida: - Tudo bem. Chamo outro para o serviço. Pode ir. Venha amanhã receber as horas de serviço. Ainda quis argumentar, o alpendre era grande. Apenas levantou-se, pôs o chapéu na cabeça e rumou para casa. A primeira pergunta, logo à entrada, os olhos dela esperançosos: - Arranjou serviço? A sede confundia-se com a fome. Olhou além dela e viu o monte de ladrilhos e o vasto alpendre. - Não ...

Cesário Verde - Poema

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NOITE FECHADA Lembras-te tu do sábado passado, Do passeio que demos, devagar, Entre um saudoso gás amarelado E as carícias leitosas do luar? Bem me lembro das altas ruazinhas, Que ambos nós percorremos de mãos dadas: As janelas palravam as vizinhas; Tinham lívidas luzes as fachadas. Não me esqueço das cousas que disseste, Ante um pesado templo com recortes; E os cemitérios ricos, e o cipreste Que vive de gorduras e de mortes! Nós saíramos próximo ao sol-posto, Mas seguíamos cheios de demoras; Não me esqueceu ainda o meu desgosto Nem o sino rachado que deu horas. Tenho ainda gravado no sentido, Porque tu caminhavas com prazer, Cara rapada, gordo e presumido, O padre que parou para te ver. Como uma mitra a cúpula da igreja Cobria parte do ventoso largo; E essa boca viçosa de cereja Torcia risos com sabor amargo. A Lua dava trêmulas brancuras, Eu ia cada vez mais magoado; Vi um jardim com árvores escuras, Como uma jaula todo gradeado! E para te segui...

RECITAL DE POESIA - FACULDADE CATÓLICA DO TOCANTINS

Recital de Poesia     Raimundo Célio Pedreira, Odir Rocha e  Francisco Perna Filho.   Participação da Pianista Aline Martins      Hoje, às 19h, Campus II, saída para Porto Nacional.