Não Dá... - Quero isto pronto ainda hoje. - Hoje? - Hoje. Olhou o sol declinado e descobriu, aflito, que não conseguiria cumprir a tarefa antes do cair da noite. Mas baixou a cabeça e entregou-se, com a máxima rapidez, a ladrilhar, o suor pingando do queixo, das axilas. Na pressa e no nervosismo quebrou alguns ladrilhos. - Meu Deus. O sol descia e o ladrilhado avançava pouco. A vista turvou. Sentou-se no chão, abanou-se com o velho chapéu. Fome medonha. Sede medonha. Os passos aproximaram-se: - E então? Olhou para ele, súplice: - Não dá... Primeiro o pigarro, depois a decisão aborrecida: - Tudo bem. Chamo outro para o serviço. Pode ir. Venha amanhã receber as horas de serviço. Ainda quis argumentar, o alpendre era grande. Apenas levantou-se, pôs o chapéu na cabeça e rumou para casa. A primeira pergunta, logo à entrada, os olhos dela esperançosos: - Arranjou serviço? A sede confundia-se com a fome. Olhou além dela e viu o monte de ladrilhos e o vasto alpendre. - Não ...