segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Célio Pedreira - Poema









ENXURRADA



Venho admitir a vida
pelos flancos
confidenciar-lhe os bueiros
renascer em grotas
jorros explicítos
misturando
jardins e monturos
desobedecendo o vasto
para juntar
estreitar com força
as águas que descabem
nossas recônditas tempestades


Imagem retirada da Internet: Capri