Francisco Perna Filho - Poema
Lavandiere - Cesare Bacchi (1881-1971) - Italiano Metáfora Agreste, a flor de couro floresce nas fendas do acaso. O tempo a dedilhar-lhe as entradas, as entranhas, os vazios, na secura do sertão. Serena, A flor de couro floresce na relva esquecida, no comprido lamento dos chocalhos, no guizo das serpentes a espreitá-la. Alheia, a flor de couro floresce desencantada, e na sua fome de cactos e pedras desconhece outras fomes que se avizinham. Agreste, a flor de couro floresce para a colheita. Este Poema ganhou o 2º lugar no Prêmio OFF Flip de Literatura - Paraty - 2014