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PRÊMIO SÃO PAULO DE LITERATURA DIVULGA FINALISTAS 2014

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Finalistas 2014 Categoria  Autor Adriana Lisboa Hanói Alfaguara/Objetiva Ana Luísa Escorel Anel de vidro Editora Ouro Sobre Azul Bernardo Carvalho Reprodução Companhia das Letras Carlos de Brito e Mello A cidade, o inquisidor e os ordinários Companhia das Letras Joca Reiners Terron A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves Companhia das Letras Categoria  Autor Estreante Amilcar Bettega Barreira Companhia das Letras Cadão Volpato Pessoas que passam pelos sonhos Cosac Naify Flavio Cafiero O frio aqui fora Cosac Naify Ieda Magri (-40) Olhos de bicho Rocco João Anzanello Carrascoza Aos 7 e aos 40 Cosac Naify Laura Erber (-40) Esquilos de Pavlov Objetiva / Alfaguara Marcelino Freire Nossos ossos Record Marcos Peres (-40) O evangelho segundo Hitler Record Rogério Pereira Na escuridão, amanhã Cosac Naif...

Francisco Perna Filho - Poema Vencedor - 2º lugar - OFF FLIP - 2014 - Paraty - RJ

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Foto by Francisco Perna Filho Metáfora Agreste, a flor de couro floresce nas fendas do acaso. O tempo a dedilhar-lhe as entradas, as entranhas, os vazios, na secura do sertão. Serena, A flor de couro floresce na relva esquecida, no comprido lamento dos chocalhos, no guizo das serpentes a espreitá-la. Alheia, a flor de couro floresce desencantada, e na sua fome de cactos e pedras desconhece outras fomes que se avizinham. Agreste, a flor de couro floresce para a colheita.

Marina Colasanti - Prosa Poética

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Eu sei, mas não devia Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, ace...

PRÊMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2014

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Professor da Católica do Tocantins receberá prêmio nacional OFF FLIP de Literatura O Prêmio OFF FLIP de Literatura 2014 teve entre os três vencedores um escritor tocantinense. O segundo lugar foi conquistado pelo escritor  e   P​rofessor M​estre da Católica do Tocantins, Francisco Perna Filho com a poesia Metáfora, que teve como concorrentes 430 poetas do Brasil e do exterior. O professor também é membro da Academia Palmense de Letras (APL), ocupando a cadeira 28. Esse não é o primeiro prêmio de literatura conquistado por um tocantinense como lembra o professor.  “Não é fácil furar esse bloqueio sul-sudeste, mas a nossa literatura têm nomes significativos capazes de compor o cenário literário brasileiro com distinção”, disse Perna. O concurso faz parte da programação da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), considerado um dos mais significativos do País, e reúne a cada ano cerca de 120 escritores do Brasil e do exterio...

PRÊMIO OFF FLIP 2014 DIVULGA VENCEDORES

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Prêmio Off Flip divulga vencedores Estão definidos os vencedores da 9ª edição do Prêmio Off Flip de Literatura. Os contemplados receberão R$ 23 mil no total, além de estadia em Paraty, ingressos para mesas de debate da FLIP, passeio de escuna e cota de livros. Os primeiros colocados participarão da programação da Off Flip das Letras, da FLIMAR (AL) e da FLAP (AP). Os textos foram avaliados por Maurício Melo Júnior e Whisner Fraga (Conto), Claufe Rodrigues e Guiomar de Grammont (Poesia), Lucia Bettencourt e Ovídio Poli Junior (Literatura infantojuvenil). Os selecionados em conto e poesia serão publicados em coletânea e os vencedores em literatura infantojuvenil firmarão contrato de edição com o Selo Off Flip. O sarau de premiação acontecerá no Centro Cultural SESC Paraty, durante a Festa Literária Internacional de Paraty. POESIA 1º lugar - O mundo visto pelo buraco da fechadura Vinicius Rivas Alves (Botucatu/SP) 2º lugar – Metáfora Francisco Perna Filho (Palmas/T...

Marja Perna - Conto

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A ALMA DA MINHA MÁQUINA DE LAVAR Quando a mulher se casa, ela traz consigo vários desejos, guardados a sete chaves, os quais lhe proporcionarão muitas felicidades, além da economia de seu tempo para usufruir das pequenas futilidades femininas. Talvez não seja do conhecimento de todos, mas a mulher só adquiriu sua independência quando surgiu a máquina de lavar, e é nesse contexto que o fato se desenrola: a história de uma mulher de meia idade e sua máquina de lavar, que tinha alma. Há alguns anos, mais ou menos cinco anos, uma jovem esposa, trabalhadora de instituição pública,  durante seis horas, e, no restante do dia, mãe, doméstica, lavadeira, amante, cozinheira, dentre várias outras profissões inerentes às mães, resolveu, para economizar tempo nas tarefas domésticas,  adquirir uma máquina de lavar, comprada via internet, em 10 prestações, com um prazo de vinte dias para entrega. Finalmente, a grande aquisição chega ao domicílio. Um misto de ale...

José Fernandes - Artigo Literário

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IDENTIDADE ÔNTICA E ONTOLÓGICA DO SER HOMEM NA LINGUAGEM  DE            GRANDE SERTÃO: VEREDAS Escritório de João Guimarães Rosa -  Foto: Acervo Familia Tess INTRODUÇÃO O estado de lançado do homem no mundo compreende a existência da identidade ôntica, social, e da identidade ontológica. A primeira ocorre, quase sempre, de forma inconsciente, pois se realiza, à medida que o homem, obrigatoriamente, tem de se relacionar com o outro e com o sistema, para sobreviver. A segunda, entretanto, exige que o ser tenha plena consciência de seu estado de lançado e da conseqüente necessidade de conquistar sua essência, a substância do humano. A identidade ontológica, mormente dentro do texto artístico, materializa-se em linguagem, que pode assumir diversas faces e funções, à proporção que a personagem de ficção se pensa e dispõe da consciência do ser e do estar no mundo. No caso de Grande sertão: veredas, o protagonista, ao pôr-se em ...