Olavo Bilac Delírio Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: – Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo! Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente, a minha boca obedecia, E os seus seios, tão rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em doce arpejo. Em suspiros de gozos infinitos Disse-me ela, ainda quase em grito: – Mais abaixo, meu bem! – num frenesi. No seu ventre pousei a minha boca, – Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca, Moralistas, perdoai! Obedeci... Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4iWP1YXgQK4yjFTeZ9R0SgV4onTm4GZ4YXNkRHD4Z9LiLVvFOUOu7oQRsfaBu_6tENc-f1v1yk-GGkax5HHuVzjLr8K6_gA2aXWXT4WpSTOMQijQNm13LmSsH5VYYWzvJy11U1c-mDUNp/s1600-h/Nua.jpg