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Mostrando postagens de maio, 2010

Francisco Perna Filho - Conto

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Com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, resolvi republicar o conto Plenilúnio. PLENILÚNIO Francisco Perna Filho                                                 U ma bola de fogo cruzou o céu da fazenda e, rodopiante, acompanhou os mesmos movimentos de Natinho em volta da fogueira de São João, por um momento, pareceu coalhada no firmamento, todos a observavam, ao passo que se voltavam para o menino, que também inerte se perdia no pesadelo do esquecimento. A bola saiu do seu descanso aparente, zigzagueou por sete vezes, descendo em disparada de encontro ao peito de Natinho, que se desfez em cinzas. Naquela noite. Um menino, um rádio e a ilusão do futebol. Foi assim que muitos disseram, anos depois, quando Natinho já não estava mais entre nós. Era ...

Guillaume Apollinaire - Poema

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Guillaume Apollinaire Guillaume Apollinaire - grafismo de m. almeida e sousa N asceu em Roma, em 1880, filho de uma nobre polaca e de pai desconhecido (possivelmente um oficial italiano com quem a mãe vivia na época do seu nascimento). A infância e adolescência de Guillaume e do seu irmão, Albert, repartiram-se por várias cidades, obedecendo à errância amorosa da mãe: Roma, Paris, Mónaco, Cannes e Nice.Aos 20 anos, instalado em Paris, interessou-se por literatura e política, revelando simpatias anarquistas. Começou a procurar emprego. Também nessa altura, inicia a escrita novelas eróticas para sobreviver. Nos anos seguintes, viajou até à Áustria, Alemanha e Inglaterra. Por volta de 1901, quando trabalhava como perceptor de uma família alemã, conheceu e apaixonou-se por Annie Playden, a governanta inglesa. Este amor não correspondido inspirou-o a escrever «A canção do mal amado». Entre 1902 e 1907 publicou contos e poemas em várias revistas (incluindo a portuguesa O Portugal Futurista)....

Francisco Perna Filho - ensaio curto

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AETERNUM Por Francisco Perna Filho Ruidosos de tempo e prisioneiros das próprias sentenças, ao dispararem os seus ponteiros irrefletidamente e se repetirem em realidades tão diversas, os relógios nos dizem muito do embaraço da nossa existência. O tempo explica tudo, a despeito de qualquer pacto ou sentimento; de qualquer nobreza ou oligarquia. Às vezes é preciso aquietar-se para ouvir os seus murmúrios, os seus sinais, embora muitos não se mostrem sensíveis a isso ou, de outro modo, não durem o suficiente para testemunhá-lo. O agora está estampado - neste exato momento - tão óbvio quanto esta afirmação, e é por ele que comprovamos o que antes se nos apresentava como improvável, absurdo, irrealizável. Tudo às claras, medonhamente plausível: a materialização da nossa insuportável espera, da constatação da nossa perecibilidade. Talvez com os anos tenhamos a certeza de que o futuro é uma invenção, não chegaremos nunca a ele. O presente é o que somos, modelados à forma...

Visgo Ilusório

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LITERATURA Lembranças de uma infância em versos Obra Visgo ilusório será lançada hoje pelo escritor Francisco Perna Filho Shara Rezende Palmas Uma das coisas mais difíceis na vida é encontrar a palavra certa para aquilo que queremos expressar. “Pois bem, escritores, poetas, compositores, todos eles de alguma forma já trataram desse assunto, falaram da luta diária pelo verbo preciso, pelo vocábulo não corrompido, pela palavra ideal para traduzir um estado de espírito, um sentimento vivido, ou para, simplesmente, relatar as impressões do cotidiano.” É partindo dessa ideia que o escritor Francisco Perna Filho escreveu o livro Visgo ilusório a ser lançado nesta quinta-feira, às 20 horas, na Cantina Boa Massa, em Palmas. A obra faz parte da coletânea Goiânia em Prosa e Verso, uma parceria entre a Prefeitura da Capital goiana, editora Kelps e a Universidade Católica de Goiás. “Se trata de um livro de poesia, onde conta lembranças da minha infância, daí veio o nome visgo, que era uma pasta co...

Prêmio Literário

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LiteraCidade poemas, contos e crônicas – tema livre / 2010/1 - tema livre Os professores Abilio Pacheco e Deurilene Sousa – organizadores da Antologia Literária Cidade – promovem este prêmio literário nacional com o intuito de incentivar novos talentos literários, valorizar produtores literários já existentes e trazer a lume para o público da Região Norte estes nomes, de modo a valorizar, incentivar e promover a leitura. Mais informações, clique aqui

Damário Dacruz - Poema

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DAMÁRIO DACRUZ (27/07/1953 - 21/05/2010) Gran Finale Avise aos amigos que preparo o último verso A vida dura menos que um poema E no alvorecer mais próximo saio de cena. Poema enviado pelo amigo/poeta José Inácio Vieira Foto by Sinésio Dioliveira

Moema de Castro e Silva Olival - Ensaio Crítico

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A REFEIÇÃO DO POETA Em busca do maná existencial Em sua estréia na literatura, o poeta Francisco Perna Filho instaura um projeto poético que gira em torno do eixo contrapontístico — o efeito destrutivo da realidade física circundante e a busca de equilíbrio do “eu interior” MOEMA DE CASTRO E SILVA OLIVAL Com prefácio do escritor Goiamérico Felício Carneiro dos Santos e orelha de Luiz Serenini Prado, o poeta e professor Francisco Perna Filho lançou seu livro de poemas Refeição, editado pela Editora Kelps, em 2001, com ilustrações infantis (de autoria de seu próprio filho de cinco anos, João Pedro Tavares Perna) e que, na intenção ao autor, não estão ali aleatoriamente, mas como coadjuvante de sua proposta temática. Vejamos. O projeto poético em questão gira em torno do eixo contrapontístico: realidade física circundante e o efeito destrutivo desta realidade sobre o “eu interior”, em busca do equilíbrio do ser humano, na sua bipolaridade: corpo e espírito. Recorre ao ...

Memória - entrevista com o Artista Plástico M. Cavalcanti

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MARANHÃO CAVALCANTI “Precisamos de um novo Renascimento” Para o artista plástico goiano, a sociedade moderna submergiu numa desordem praticamente medieval e cabe à arte contribuir para a reconstrução do ser humano em sua plenitude ética e cognitiva Com dezenas de exposições no Brasil e no exterior, M. Cavalcanti é um dos mais conceituados artistas plásticos contemporâneos do Estado. Mineiro de Uberlândia, onde nasceu em 19 de novembro de 1956, Oswaldo Maranhão Cavalcante Júnior reside em Goiânia desde 1960. Já realizou dezenas de painéis, inclusive na sede nacional da OAB, em Brasília, além de esculturas e murais. Obras de sua autoria compõem acervos, entre outros, da University of Wyoming Art Museum, em Laramie (Estados Unidos); Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Brasília; Palácio das Esmeraldas (Goiânia); Unesco, no Rio de Janeiro; Museu de Arte de Goiânia, Fundação Jaime Câmara e Fundação Cultural de Brasília. Participou de cerca de 50 exposições (entre as principais...