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Maria Hilda de Jesus Alão - Poema

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Maria Hilda de Jesus Alão Maria Hilda de Jesus Alão nasceu em Itabaiana (SE). Estudou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santos, formando-se em Letras. Ministrou aulas de Língua Portuguesa para alunos dos Ensinos Fundamental e Médio. Estudou francês na Aliança Francesa de Santos e espanhol no CNA. Participou de muitos concursos de Poesias e Antologias, tendo conquistado vários prêmios. REMEXENDO OS GUARDADOS Entre as páginas amareladas Dum velho romance de amor Guardei a carta perfumada Vinda de além-mar. Não tive coragem de abri-la Por medo de encontrar O monstro de cinco braços, Assombração dos amantes, A dançar na folha branca, E com mefistofélica gargalhada Tirar a máscara e expor a verdade. “Não tem volta: eu sou o ADEUS”. 13/10/07. Foto by Sinésio Dioliveira - Rosa - todos os Direitos reservados.

José Gomes Sobrinho - Poema

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JOSÉ GOMES SOBRINHO (1935-2004) Remexendo os guardados, deparei-me com este poema do amigo/poeta José Gomes Sobrinho, dedicado a mim, escrito num pedaço de envelope (amarelo), no primeiro dia de 1998, em Miracema do Tocantins, minha terra natal. José Gomes (Seo Gomes, como eu o chamava) nasceu em 1935, em Garanhuns (PE), filho de Luis Melchides Gomes, chegou ao Tocantins em 1989. Presidente do Conselho Estadual de Cultura, José Gomes Sobrinho era acadêmico da ATL- Academia Tocantinense de Letras, ocupante da cadeira nº 28, e da Academia Palmense de Letras, cadeira nº 09. Autor de 13 livros publicados, presidia também o Fórum Nacional de Conselheiros Estaduais de Cultura. Reconhecimento segundo Chico Perna* Descomeço noites de um tempo que não há Talvez porque já não estejam a portos todos os guardas de há muito esperados Se descomeço ou não importa-me pouco a existência dos pássaros. Miracema do Tocant...

Francisco Perna Filho - Poema

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Francisco Perna Filho Errabundo Eis meu corpo, não vos ofereço. Santificado não fora, tornara-se errabundo e fértil. Feito de todos os metais, fora navegante sempre, conquistador. Buscou n’alma o outro; na alegria, a estrada; na gruta, o vício. A vós, nada pode ofertar. Livre de toda vestimenta, sempre foi sombra e com as sobras do mundo fez sua última ceia. De vós nada quer. Em mim, somente em mim, celebra o ócio. Desconhece qualquer outra sorte que não o vício. Com ele celebro o mundo e sou. De vós nada quero. In. Refeição .Francisco Perna Filho. Goiânia:Kelps, 2001. Imagem retirada da Internet: Lobo .

Francisco Perna Filho - Poema

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Francisco Perna Filho Para lá do sem-sentido Mar, simplesmente o Mar, envolto de homens tão prenhes de si mesmos, confortáveis nos seus assentos, nas suas calamidades imperceptíveis, no olhar por cima que singra o sem-sentido, o invisível ocaso dos objetos. Somos todos náufragos, pálidos senhores do Agora. Só a Arte nos tira da calamidade de sermos tão humanos e brutos, brocados como as velhas tabocas, abandonados nas barrocas da nossa imaginação. Navegar será sempre possível, mesmo que nos tirem as rédeas, porquanto o nosso norte está para lá dos oceanos, dos angicos, dos pau d'arcos, das sarãs. O nosso Norte será sempre a palavra. Foto by Sinésio Dioliveira - Todos os Direitos reservados

FEDERICO GARCÍA LORCA - POEMA

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Federico García Lorca (1898-1936) Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola devido ao seus a linhamento político com a República Espanhola e por ser abertamente homossexual. Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madri, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas. Grande parte dos seus primeiros trabalhos se baseiam em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928) Concluído o curso, foi para os Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense. Expressou seu horror com a brutalidade da ...

Cida Almeida

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Cida Almeida Cida Almeida nasceu em Jandaia, interior de Goiás, em 28 de setembro de 1961. É formada em Comunicação Social - Jornalismo e Direito pela Universidade Federal de Goiás. Jornalista com mais de 20 anos de profissão, Cida Almeida foi repórter dos jornais Diário da Manhã e Correio Brasiliense (Sucursal de Goiânia) e do Gabinete de Imprensa da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Atualmente dedica-se à assessoria de imprensa. Ela escreve sobre literatura para sites de cultura. Mantém os blogs Caixinha de Alfazema , Cartas do Paraíso e Diálogos da Esfinge , onde publica fotografias, crônicas, poesias e outras invencionices. Cida Almeida é autora do livro Flor de Pedra (poesia) . A FONTE Viver é beber da misteriosa fonte Esgotá-la com gosto Gota a gota, conta a gota, contra a gota Viver é irrevogável entrega à fonte De exauri-la emcada pingo que jorra A montante e a jusante Enchentes e vazantes do eu-leito O que se cava tenro, quase terno por dentro E vivo as chuvas saben...

Florbela Espanca - Poema

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Florbela Espanca Poetisa de linhagem dos grandes torturados da época do Simbolismo (Antônio Nobre, Camilo Pessanha, Sá-Carneiro), Florbela apareceu tardiamente, pois na altura de 1920 chegava ao fim a geração a que se filiara; e só depois de sua morte começou a crítica mais autorizada (Jorge de Sena, José Régio) a valorizá-la como uma das maiores figuras da poesia portuguesa. Em sua obra, relativamente pequena, está a confissão da pungente dor de quem ansiou sempre, mas em vão, pela felicidade. Antônio Soares Amora EU Eu sou a que no mundo anda perdida. Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte sou a crucificada...a dolorida... Sombra de névoa tênue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!... Sou aquela que passa e ninguém vê... sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber por quê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo ...