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Francisco Perna Filho

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Óleo sobre tela - [recorte] by Francisco Perna Filho  Nelson da Luz, a céu aberto Em outubro de 2011, Nelson Renato da Luz, um cidadão brasileiro, miserável, morador de rua, foi preso ao tentar furtar placas de zinco da estação República do metrô de São Paulo. Dois dias depois, a juíza da 14ª Vara Criminal da Capital converteu o flagrante em prisão preventiva e, posteriormente, por intercessão de alguns advogados, defensores dos oprimidos, descobriu-se que o “meliante” era inimputável, por sofrer de transtornos mentais, o que fez com que o relator da 1ª Câmara de Direito Criminal cogitasse interná-lo num hospital de custódia e tratamento, mas concluiu que tal medida só se aplicaria nos casos de crimes violentos ou praticados com grave ameaça, o que não era o caso de Nelson, daí a decisão de converter a prisão preventiva em prisão domiciliar. Até aí, tudo bem, o hilário nessa história toda é que o mendigo é morador de rua, sem teto, sem residência fi...

REVISTA LITERÁRIA BANZEIRO: PEDRO TIERRA

REVISTA LITERÁRIA BANZEIRO: PEDRO TIERRA : Casaldáliga, Pedro Tierra e Milton Nascimento A  Revista Banzeiro , com muito orgulho, traz uma das maiores vozes da Poesia Brasilei...

PEDRO TIERRA

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Casaldáliga, Pedro Tierra e Milton Nascimento A  Revista Banzeiro , com muito orgulho, traz uma das maiores vozes da Poesia Brasileira, Pedro Tierra, que nos brinda com o poema inédito  Invisível   para deleite e reflexão. Pedro Tierra é pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva (Porto Nacional, 1948), poeta, político e ex-guerrilheiro. Foi duas vezes agraciado com o Título de Doutor Honoris Causa: Universidade Católica de Brasília (2013); Universidade Federal do Tocantins (2014). Também, por duas vezes, foi secretário de Cultura do Distrito Federal. O autor tocantinense escreveu: Poemas do Povo da Noite (1977) ; Missa da Terra sem-males -  com Pedro Casaldáliga e Martins Coplas (1979); Missa dos Quilombos -  com Pedro Casaldáliga e Milton Nascimen.to (1981); Água de Rebelião (1981); Inventar o Fogo (1986); e  A Palavra Contra o Muro  (2013). Escreveu, ainda, dois livros infantins: Passarinhar (1992), e Bernardo Sayão e o Caminho das On...

POIESIS: A METONÍMIA URBANA DE M. CAVALCANTI

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M. Cavalcanti Por Francisco Perna Filho* Técnica mista sobre papel -  99x66 Foram trinta e uma exposições individuais, dezenas de  exposições coletivas, mundo afora: Estados Unidos,  França, Espanha, Portugal, Suíça, Argentina, Inglaterra, e, claro, aqui no  seu País. Ganhou vários prêmios, participou de salões e bienais, só para termos a dimensão do artista que é M. Cavalcanti. Mesmo com todo esse currículo, o artista não para, transita entre técnicas e materiais, experimenta, inventa, reinventa, ampliando o olhar, traduzindo uma natureza,  para muitos imperceptível,  em quadros, esculturas, instalações, criando mundos, possibilidades, pois assim se refaz. De volta à cidade do coração, Goiânia, que o projetou para o mundo, vive uma nova fase, uma ótima fase, agora, ao lado do filho Felipe, que também é artista, pintor, com quem divide o Ateliê e o aprendizado: irmãos de alma e de cores. Felipe Cavalcanti, também artist...

H. Martins

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Goiano de Anápolis, H. Martins é autor de vários livros de poesia e prosa. Como Ambientalista, publicou as seguintes obras: Método para Venda de Sequestro de Carbono, MDL - Uma composição  Sustentável, Elementos para Concepção do Crédito de Carbono. Na área literária,poesia, publicou: Unha e Carne, Vaso Chinês, Todas as Cores das Flores. No campo da prosa, escreveu os romances: Lábios que Beijei, Mais que Perfeito Simples, Roseiral de Inácio e Viúvas Fogosas da Rua Direita, e agora nos brinda com o livro Alguns botões de Madrepérolas, do qual selecionamos dez poemas para você, caro leitor.   H. Martins                                             Os líricos caminhos de Martins                                                 ...

Francisco Perna Filho - Poema

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Sharbat Gula Aos 12 anos, Sharbat Gula tivera a alma roubada e impressa em papel fotográfico [na prensa do mundo. Tornara-se famosa, cultuada, cultivada nas paredes de ricos escritórios e apartamentos, enquanto quedava sobrevivente em um campo de refugiados na cidade de Peshawar, no Paquistão. 17 anos depois, já com 30 anos, desta vez no Afeganistão, fora mais uma vez fotografada por Steve McCurry, que lhe falara da fama, do mundo, mas nada lhe dera, e, mais uma vez, nada lhe prometera, levando consigo a imagem de uma alma dilacerada. Aos 46 anos, largada à própria sorte, autora de três filhos e refugiada em si mesma, Gula, agora, está só, como sempre estivera, fincada nos dias intermináveis de solidão e preconceito, à procura da identidade que lhe fora negada. A menina afegã não existe mais. Os seus olhos, outrora verdes e selvagens, São agora tristes e opacos. Sharbat Gula Amarga seu destino, Aguarda sua sentença, sem que lhe reconheçam a efêmera fama da qual fo...

Itaney Francisco Campos

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TEMPOS DE ESCURIDÃO Itaney Francisco Campos Por  Itaney Campos                                                                                                                                                                             N a minha juventude, dois livros me ensinaram a amar a poesia de Drummond: “A Rosa do povo”, do próprio poeta itabirano, e “Drummond, a estilística da repetição”, do crítico e poeta goiano Gilberto Mendonça Teles. A partir daí ingressei sem retorno pela seara da densa poesia drummoniana, e também ...