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Alberto da Cunha Melo - Poema

  Especulação imobiliária Os mais belos jardins do mundo serão, para sempre, os baldios, nos lotes, esperando preço, e, de romantismo, vazios onde nascem plantas estranhas, ninguém sabe de quais entranhas: as anti-rosas e anti-orquídeas e as hastes verdes soluçantes, entre trepadeiras ofídias, todas, no esplendor do abandono, e ameaçadas por seu dono. (Abril de 2003) In. O cão de olhos amarelos. São Paulo: A Girafa, 2006,p.104. Imagem retirada da Internet: Baldio