Gonçalves Dias - Poema
Seus olhos Oh! rouvre tes grands yeux dont la paupière tremble, Tes yeux pleins de langueur; Leur regard est si beau quand nous sommes ememble! Rouvre-les; ce regard manque à ma vie, il semble Que tufermes ton coeur. Turquety Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, De vivo luzir, Estrelas incertas, que as águas dormentes Do mar vão ferir; Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Têm meiga expressão, Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta De noite cantando, — mais doce que a frauta Quebrando a solidão, Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, De vivo luzir, São meigos infantes, gentis, engraçados Brincando a sorrir. São meigos infantes, brincando, saltando Em jogo infantil, Inquietos, travessos; — causando tormento, Com beijos nos pagam a dor de um momento, Com modo gentil. Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Assim é que são; Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos, Às vezes vulcão! Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco,...