José Nêumanne Pinto - Crônica
Do alto do pódio da paz ao baixo calão na guerra Dunga abre luta contra pronomes e críticos de métodos que adota para treinar seleção nacional Por José Nêumanne Pinto É difícil encontrar expressão mais calhorda que a tal da “pátria em chuteiras”. Mesmo nas primícias do profissionalismo do futebol (até os últimos anos do reinado de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nos anos 1970), os Campeonatos Mundiais nunca refletiram mais que habilidades específicas para uma prática esportiva em cujo resultado a sorte tem influência similar ou até superior ao desempenho. E este em nada depende da qualidade média de vida dos países cujos selecionados vencem amiúde. No século 18, o escritor Samuel Johnson escreveu que “o patriotismo é o último refúgio de um canalha”. Na aparência, a afirmação refletia o despojamento de um povo que nunca se levou a sério, apesar de seu país, ou seja, a “pérfida Albion” (denominação da Inglaterra quando era colônia romana), ter conq...