Francisco Perna Filho - Poema
Francisco Perna Filho Errabundo Eis meu corpo, não vos ofereço. Santificado não fora, tornara-se errabundo e fértil. Feito de todos os metais, fora navegante sempre, conquistador. Buscou n’alma o outro; na alegria, a estrada; na gruta, o vício. A vós, nada pode ofertar. Livre de toda vestimenta, sempre foi sombra e com as sobras do mundo fez sua última ceia. De vós nada quer. Em mim, somente em mim, celebra o ócio. Desconhece qualquer outra sorte que não o vício. Com ele celebro o mundo e sou. De vós nada quero. In. Refeição .Francisco Perna Filho. Goiânia:Kelps, 2001. Imagem retirada da Internet: Lobo .