quarta-feira, 1 de junho de 2011

Juan Ramón Jiménez - Poema




PAVILHÃO


Muros altos de teu corpo.
Não havia entrada em teu horto.

(Que onda de asas ascendia!
Oh o que ali se passaria!)

Céu claro ou turvo, que importa?
Não havia entrada em tua glória.

(Que aroma às vezes subia!
Oh em teus vergéis que haveria?)

Tornaste a ficar fechada.
Não havia em tua alma entrada



Imagem retirada da Internet: Nu