terça-feira, 7 de junho de 2011

J. Guillén - Poema


Uma Porta



Entreaberta, uma porta.
A quem busca essa luz?
Fluente o claro-escuro.


        Transparente e foge
- Para quem o silêncio -
Um âmbito de clausura.

                       Chama, talvez promete
                  A incógnita. Vislumbres.
                  Pra que sol tal repouso?

        E o trajeto propõe,
Dirige por um ar
Vazio e persuasivo.

         Interior. As paredes
Enquadram bem a incógnita.
Aqui? Nogal, cristal.

                         Um silêncio se isola.
                      Familiar, muito urbano?
                      Cheira a uma rosa diária.

           Porta fechada: longe.
Esta luz é destino?
Então, é face a face...


Tradução de  Dora Ferreira da Silva


Imagem retirada da Internet: Guillén