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Francisco Perna Filho - Seleta de Poemas

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Foto by - Rosana Carneiro Tavares - Paris Esta seleta traz poemas de diversas fases, alguns pertencentes a livros, outros foram publicados esparsamente neste espaço e no Facebook.  Quando me contenho, me tenho; quando me solto, sou óbvio! Foto by - Maria Júlia Tavares Perna Em um tempo qualquer [Ouvindo a Sinfonia nº 5ª de Gustav Mahler] Eu vi o Mar e a face líquida de Deus. Um transbordamento desta longa avenida, no misterioso das águas. São plenas, e, daqui de cima, sob o rumor dos motores a cortar a carne líquida do Atlântico, Contemplo os azulegos corcéis desta aventura, e precipito-me no desconhecido. Os rios são como os cavalos selvagens, rumam em desatino, florescem a seu tempo, investem no que acreditam. Não respondem a ordens, seguem. Não estou só, além de mim, em um tempo qualquer, Braços fortes conduzem o trirreme, mortos de saudades desferem suas lanças e se tornam prisioneiro dessas águas. Países, cidades, praias, ...

SINÉSIO DIOLIVEIRA - SELETA DE POEMAS

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Sinésio Dioliveira - Acervo do Autor Dentre as manifestações artísticas de um povo, é o gênero lírico que se instaura como o que há de mais fascinante e desafiante no campo da linguagem. esta modalidade artística insere-se no cotidiano humano em resposta às reflexões mais profundas e aos diálogos constantes entre homem e natureza. Refletir sobre o fazer poético é, sobretudo, percorrer os intrincados e desafiadores caminhos da linguagem para desvelar os mecanismos de criação, o engenho que transfigura o comum e o nobilita e, mais que isso, evidenciar, por intermédio de uma observação perquiridora, o caráter poetizante da natureza e o aspecto naturante da poesia. P oesia que cria, a partir de uma realidade natural, uma outra realidade, a realidade poética, esta subsidiada pelas expressões da época, dos anseios de determinadas gerações,do estilo em voga. Ela surge como tradução das percepções que o poeta tem, advindas da condensação do olhar com o objeto olhado, da realidade apar...