CULTURAL



SESC - TO - Peça do Palco Giratório traz guerra e palhaço para Aldeia Jiquitaia





O que uma guerra tem a ver com um palhaço? Já imaginou que um ser de roupas extravagantes, sapatos grandes e nariz vermelho poderia ser a esperança para dois soldados prestes a perder uma batalha? O Grupo Estação de Teatro vai contar essa história em “Guerra, Formigas e Palhaços”, atração desse segundo dia da Aldeia Jiquitaia do Sesc.

A peça do Palco Giratório narra a história de dois militares, únicos sobreviventes de um batalhão, que tentam defender o pequeno território ainda não tomado pelos inimigos. Solitários em meio a uma guerra, eles sabem que precisam de reforços para vencê-la. Quando estão prestes a desistir, surge a figura de um palhaço, uma inesperada ajuda que pode salvar a vida de todos. O espetáculo começa às 20h, no Teatro Sesc Palmas, e tem classificação indicativa de 12 anos. Os ingressos custam R$ 5 (usuário), R$ 3,50 (conveniado) e R$ 2,50 (meia/comerciário e idoso). As entradas são vendidas a partir das 18h30, na bilheteria do teatro.

A programação de terça-feira da Aldeia Jiquitaia começa logo no início da tarde com a oficina do Palco Giratório “O Ator Inventivo”. Coordenada pelo Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar, a oficina busca fomentar o lado criativo do ator através do uso correto de seu corpo e de objetos com os quais ele pode interagir, experimentando novas formas de atuação. Ela vai acontecer na Sala do Pré-Vestibular, no Centro de Atividades (502 Norte) das 13h às 19h. Só vão participar as 20 pessoas que fizeram a inscrição previamente.

Duas performances também estão programadas. Às 16h, na Praça dos Girassóis, tem uma apresentação com Ana Paola e às 19h, no Hall do Centro de Atividades, tem “Queima-te”. A performance reúne elementos como tijolos, baldes, cipós, terra, água e fogo, fazendo o espectador acompanhar muita movimentação em uma espécie de um jogo, um tabuleiro.

A noite é encerrada com o documentário “Somos Underground”, dirigido por Caio Brettas, que conta a trajetória do movimento roqueiro independente de Palmas e do Brasil através do registro de seis anos do Tendencies Rock Festival, importante festival de rock e música independente da Região Norte, sediado em Palmas. A sessão começa às 19h, no CineSesc Palmas.

Programe-se

Dia 21 de julho
Oficina: O Ator Inventivo
Horário: das 13h às 19h
Local: Sala do Pré-Vestibular Sesc Palmas

Performance: Ana Paola
Horário: 16h
Local: Praça dos Girassóis

Performance: Queima-te
Horário: 19h
Local: Hall Centro de Atividades Palmas

Documentário: Somos Underground
Horário: 19h
Local: CineSesc Palmas

Palco Giratório: Guerra, Formigas e Palhaços
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Palmas
Ingressos: R$ 5 (usuário)| R$ 3,50 (conveniado)| R$ 2,50 (meia/comerciário e idoso). 
Ingressos vendidos a partir das 18h30, na bilheteria do teatro.

Fonte: Sesc-TO
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Academia Palmense de Letras lança concurso literário


A Academia Palmense de Letras (APL), está lançando o concurso literário Crônicas Urbanas. O projeto tem como objetivo valorizar a produção literária da cidade de Palmas e estimular a leitura de textos narrando os conflitos, mistérios e prazeres do cotidiano da capital.

Segundo o presidente da APL, Edson Cabral, a ação busca ainda fazer um registro na forma literária dos diversos aspectos e olhares sob capital. “Pretende-se apresentar os olhares dos escritores sobre as paisagens, tipos e locais característicos da capital que serão retratadas por membros da Academia Palmense de Letras e também pela sociedade palmense em geral”, afirmou.

Serão selecionadas 26 crônicas escritas pelos membros da Academia Palmense de Letras e 26 crônicas pela sociedade palmense, para serem publicadas em formato de e-book, além de serem expostas permanentemente na sede da APL e circularem em espaços institucionais e públicos no final do segundo semestre de 2015 e durante o ano de 2016.

Os interessados em participar deverão encaminhar a crônica até o dia 30 de setembro para o e-mailacademiapalmensedeletras@gmail.com. O tema da crônica é livre e deverá abordar o cotidiano da cidade de Palmas, podendo fazer referência a paisagens, personagens, fatos históricos, tipos, arquitetura, geografia e aspectos iconográficos.
Formatação das Crônicas:
         Fonte: ARIAL – Corpo 12
         Quantidade máxima de linhas = 40
         Espaçamento simples
         Título: ARIAL – Corpo 14
         Prazo final para envio da Crônica = 30/9/2015
         e-mailacademiapalmensedeletras@gmail.comA Crônica deverá ser enviada acompanhada de mini currículo do escritor e de uma foto digitalizada.
Comissão Julgadora elege melhores fotos do Concurso Cultural

Nesta quinta-feira, 09, a comissão julgadora da 2ª Edição do Concurso Cultural “O lago por todos os ângulos” escolheu as 20 (vinte) melhores fotografias, que vão a votação popular de 13 a 19 de julho na fanpage (www.facebook.com/PolitecIncorporadora). O resultado final sai no dia 20 de julho.
O professor da Católica do Tocantins, Francisco Perna, reforçou o papel do concurso cultural. “Toda a oportunidade que as pessoas têm para mostrar o seu trabalho, a sua arte é sempre válida. O concurso também valoriza a cidade dando destaque ao lago”, destacou.
O gerente executivo da Politec Incorporadora, César Deutschmann, salientou a importância de realizar o concurso. “Nós vemos o concurso como um incentivo à cultura, e consideramos como um marco inicial para valorizar a cidade e promover a sociabilidade”, reforçou.
O 1° Lugar ganha um Tablet, o 2° Lugar uma Câmera Fotográfica Semiprofissional e o 3° Lugar uma Câmera Fotográfica Amadora. O concurso é uma realização da Politec Incorporadora, em parceria com a Fundação Cultural de Palmas, Católica do Tocantins e Centro Universitário Ulbra.

Academia Brasileira de Letras anuncia os vencedores de seus prêmios literários de 2015

A Academia Brasileira de Letras anunciou os vencedores de seus prêmios literários de 2015 (para obras publicadas em 2014). O vencedor do Prêmio Machado de Assis (pelo conjunto da obra) é o escritor mineiro, radicado no Rio de Janeiro, Rubem Fonseca. Os prêmios (de R$ 100 mil para o Machado de Assis e de R$ 50 mil para os demais) e os diplomas serão entregues em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon, no dia 16 de julho, quinta-feira, às 17 horas.
Os vencedores das demais categorias são:
Ensaio, Crítica e História Literária – Roberto Acízelo de Souza, pelo livro Do mito das musas à razão das letras
Tradução – Denise Bottman, Aguapés (original Lowland, da americana de origem bengalesa Jhumpa Lahiri). 
Literatura infanto-juvenil – Nelson Cruz, O livro do acaso
Ficção – Ana Miranda, Musa praguejadora – a vida de Gregório de Matos.
História e Ciências Sociais – Bolívar Lamounier, Tribunos, profetas e sacerdotes – intelectuais e ideologias no século XX
Cinema – Mario Luna e Antonia Pellegrino, roteiristas do filme Tim Maia.
30/06/2015

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Conheça os vencedores do Prêmio 2015


As vencedoras do Prêmio Sesc de Literatura 2015 são a carioca de 49 anos, Marta Barcellos, na categoria conto com 'Antes que seque' e a paulista de 24 anos, Sheila Smanioto, na categoria romance com 'Desterro'.
Com recorde de inscrições, o Prêmio recebeu 1.966 inscritos, sendo apenas um terço o público feminino.
A comissão julgadora foi composta por Caetano W. Galindo e Luci Collin (conto) e Michel Laub e Noemi Jaffe (romance).
A cerimônia de premiação está prevista para novembro de 2015, na Academia Brasileira de Letras.



O Prêmio Prêmio Sesc de Literatura revela novos talentos e promove a literatura nacional identificando escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária. O Prêmio Sesc abre a porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do Sesc e SENAC em todo o país.

Sheyla Smanioto, 25 anos, foi a Vencedora da Categoria Romance com o livro "Desterro". Ela é formada em Estudos Literários e mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp. Publicou, em 2012, o livro de poemas "Dentro e folha", pelo coletivo Dulcineia Catadora.

  • Jornalista formada pela UFRJ e mestre em literatura pela PUC-Rio, a carioca Marta Barcellos  foi a Vencedora na categoria Conto com o Livro "Antes que Seque". Ela trabalhou durante 18 anos em alguns dos principais jornais do país (O Globo, Gazeta Mercantil e Valor Econômico). Atualmente, é colunista da revista Capital Aberto e do site Digestivo Cultural.
Para saber mais sobre o Prêmio Sesc de Literatura, acesse:
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Prêmio Off Flip divulga vencedores

Estão definidos os vencedores da 10ª edição do Prêmio Off Flip de Literatura. Os contemplados receberão R$ 26 mil no total, além de estadia em Paraty, passeio de escuna e cota de livros. A comissão julgadora foi formada por Celina Portocarrero, Homero Fonseca, Stella Maris Rezende e Ovídio Poli Junior. Os selecionados em conto e poesia serão publicados em coletânea e os vencedores em literatura infantojuvenil firmarão contrato de edição com o Selo Off Flip. O sarau de premiação acontecerá no Centro Cultural Sesc Paraty na programação da Off Flip das Letras, durante a Festa Literária Internacional de Paraty.

http://www.premio-offflip.net/

Deu na Folha de São Paulo:

Compositor Paulo Vanzolini morre aos 89 anos em São Paulo

Paulo Vanzolini - foto by Folha de São Paulo








DE SÃO PAULO




O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini morreu neste domingo aos 89 anos, vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia. Ele estava internado desde a noite da última quinta (25) --seu aniversário-- na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo. Deixa mulher, a cantora Ana Bernardo, e cinco filhos do primeiro casamento.

O velório, reservado a familiares e amigos, será nesta manhã, no Albert Einstein. O enterro deve ocorrer durante a tarde, no Cemitério da Consolação.

Um dos ícones do samba paulistano, criou clássicos como "Ronda", "Volta por Cima" e "Praça Clóvis", interpretados por grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Maria Bethânia e Paulinho da Viola.

No mês passado, Vanzolini foi um dos 87 artistas a se apresentar em evento no Teatro Oficina para arrecadar fundos para reformar e ampliar a Casa de Francisca, pequena casa de shows paulistana. Também em março, recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo conjunto da obra.

Compositor bissexto, de músicas que chegavam a demorar um ano a ficar prontas, Vanzolini não tocava nenhum instrumento (para escrever as canções, entoava-as a amigos músicos) e tinha, assumidamente, um "grande problema com a afinação" (como disse em entrevista ao "Jornal do Brasil", em 1970), mas se firmou como um grande compositor de samba.

Compunha nas horas vagas do trabalho como zoólogo de renome internacional especializado em répteis. Com doutorado em Harvard, Vanzolini foi por três décadas diretor do Museu de Zoologia da USP, onde trabalhou por mais de 50 anos.

"Não tenho carreira de compositor. Música, para mim, é um hobby. Trabalho 15 horas por dia como zoólogo, adoro minha profissão. Não sei cantar, nem sei a diferença entre o tom maior e o menor", disse, em 1997, em entrevista à Folha.





Para ler a matéria na íntegra, clique Folha de São Paulo
LANÇAMENTO - ALEILTON FONSECA








BOLSA DE FOTOGRAFIA 2013





A ZUM, revista semestral de fotografia contemporânea do IMS, chega à sua quarta edição e terá lançamento no dia 27 de abril, às 11h, no auditório da livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509). Na data, o editor da revista Thyago Nogueira vai apresentar ao público a Bolsa de Fotografia 2013 ZUM/IMS, que selecionará dois projetos obrigatoriamente inéditos para receber uma bolsa no valor de R$ 65 mil. O projeto deverá ser executado e entregue em oito meses. O objetivo da bolsa é permitir que artistas e fotógrafos desenvolvam e aprofundem sua produção no campo da fotografia, nas mais variadas vertentes, sem restrição de tema, perfil ou suporte. O resultado final dos projetos selecionados será incorporado permanentemente ao Acervo de Fotografia do Instituto Moreira Salles. O edital completo estará no site www.ims.com.br/revistazum a partir do dia 26 de abril. As inscrições para a Bolsa vão de 27 de abril a 15 de julho.



Prêmio Pulitzer anuncia vencedores

 


Adam Johnson - Ganhador do Prêmio Ficção - Foto by WP


  

Fonte: Gazeta do Povo - Publicado em 16/04/2013 | Da Redação


   
A Universidade de Columbia, em Nova York, divulgou ontem os vencedores do Prêmio Pulitzer 2013. Anualmente, o júri responsável pela premiação condecora pessoas ou organizações que se destacaram nas áreas de jornalismo, literatura, teatro e música. Os finalistas se dividem em 21 categorias.

O The New York Times foi o grande vencedor entres as empresas jornalísticas que disputavam o Pulitzer. O veículo ganhou em quatro categorias: melhor reportagem investigativa, pela série de artigos sobre as denúncias de corrupção da companhia Wall Mart no México; reportagem explicativa, abordando as práticas comerciais e econômicas da Apple e outras empresas do setor; cobertura internacional com a exposição da corrupção no governo chinês; e crônica, com o texto sobre a morte de esquiadores durante uma avalanche.

Na literatura, destaque para Adam Johnson e sua ficção The Orphan Master’s Son (ainda sem tradução para o português). O júri descreveu a obra como “um romance primorosamente construído que leva o leitor a uma jornada aventureira às profundezas do totalitarismo da Coreia do Norte e para os espaços mais íntimos do coração humano”.

Vencedores do Prêmio Pulitzer 2013

Jornalismo

• Informação de Serviço Público – Sun Sentinel
• Notícia de Última Hora - The Denver Post
• Reportagem Investigativa - David Barstow e Alejandra Xanic (The New York Times)
• Reportagem Explicativa – The New York Times
• Reportagem Local - Brad Schrade, Jeremy Olson e Glenn Howatt (Star Tribune)
• Reportagem Nacional – Lisa Song, Elizabeth McGowan e David Hasemyer (Inside Climate News)
• Reportagem Internacional – David Barboza (The New York Times)
• Crônica – John Branch (The New York Times)
• Colunista – Bret Stephens (Wall Street Journal)
• Crítica – Philip Kennicott (The New York Post)
• Editorial – Tim Nickens e Daniel Ruth (Tampa Bay Times)
• Charge – Steve Sack (Star Tribune)
• Cobertura Fotográfica - Rodrigo Abd, Manu Brabo, Narciso Contreras, Khalil Hamra and Muhammed Muheisen (Associated Press)
• Fotógrafo – Javier Manzano (Agence France-Press)


Literatura, Drama e Música


• Ficção - The Orphan Master's Son (Adam Johnson)
• Teatro – Disgraced (Ayad Akhtar)
• História - Embers of War: The Fall of an Empire and the Making of America's Vietnam (Fredrik Logevall)
• Biografia - The Black Count: Glory, Revolution, Betrayal, and the Real Count of Monte Cristo (Tom Reiss)
• Poesia - Stag’s Leap (Sharon Olds)
• Ensaio - Devil in the Grove: Thurgood Marshall, the Groveland Boys, and the Dawn of a New America (Gilbert King)
• Música – Partita for 8 voices (Caroline Shaw)





Saiu a 9ª Edição da Revista RIU - Revista de Integralização da Faculdade Católica do Tocantins.
Para ler, CLIQUE AQUI



Deu na Folha - NOVIDADE


Morador do interior de Minas surpreende com romance de estreia ambicioso




MARCO RODRIGO ALMEIDA
ENVIADO ESPECIAL A ARCEBURGO (MG)

Vem de Arceburgo, cidade mineira de quase dez mil habitantes e nenhuma livraria, uma das grandes surpresas da literatura brasileira nos últimos anos.









Na biblioteca de uma casa no centro da cidade, perto de uma igreja e de uma praça, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira dedicou-se nos últimos dez anos, quase sempre pelas manhãs, após uma reforçada xícara de café, a escrever o seu primeiro romance.

"As Visitas que Hoje Estamos" foi publicado pela editora Iluminuras, no final do ano passado, com pouco alarde.



Do ponto de vista comercial, o livro não inspirava um cenário dos mais animadores: o título é estranho, o autor é desconhecido, tem quase 500 páginas, dezenas de narradores e mistura vários gêneros -romance, poesia, teatro, aforismo e conto.



Mas, desde que o professor de teoria literária da PUC Luiz Costa Lima publicou uma resenha elogiosa sobre o livro no jornal "Valor Econômico", em janeiro, o trabalho de Ferreira atraiu a atenção e recebeu palavras de louvor de críticos e artistas.
Marcelo Justo/Folhapress
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira na biblioteca de sua casa, em Arceburgo (Minas Gerais), onde escreveu seu livro
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira na biblioteca de sua casa, em Arceburgo (Minas Gerais), onde escreveu seu livro

O texto de Costa Lima tinha o título "Uma grande surpresa". Trocando em miúdos, defende que o livro traz uma linguagem rural inédita na literatura brasileira, diferente tanto da tendência naturalista quanto dos experimentalismos de Guimarães Rosa.



"Fiquei muito impressionado", disse o professor à Folha. "E também curioso. Ele mora no interior, numa cidade da qual nunca ouvi falar. Qual é mesmo o nome?"




Arceburgo fica a quase 290 km de São Paulo. Parece a típica imagem de uma cidade mineira: tranquila, com ruas de paralelepípedo, igreja vistosa, festas religiosas e repleta de "causos".



Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, 47, nasceu na vizinha Mococa (SP), mas desde a adolescência frequentava Arceburgo. Há quase 30 anos, na festa de São João, conheceu Ana Lúcia, sua futura mulher.




De Mococa, ele saltou para São Paulo quando passou no curso de letras da USP. Tudo levava a crer que teria uma carreira no mundo acadêmico, mas decidiu abandonar o mestrado e São Paulo.


"O ambiente acadêmico e a própria cidade estavam desagradáveis. Eu gosto de sossego", conta ele, em sua biblioteca de 7.000 livros.

MACHADO E GUIMARÃES

Em 1994 casou-se com Ana, mudou-se para Arceburgo e virou comerciante. O ganha-pão do casal vem da papelaria Lojinha 7 e da loja de roupas Yog. A casa em que moram fica exatamente no meio das duas lojas.

"Vim para não fazer nada, mas nem isso mais é possível hoje em dia", diz ele. Nos dois primeiros anos ele bem tentou, mas a vontade de escrever foi surgindo, aos poucos.

De fato vagarosamente. O primeiro livro, a coletânea de poemas "Peixe e Míngua", saiu em 2003. O segundo, "As Visitas que Hoje Estamos", tomou-lhe dez anos. As longas gestações são resultado da ausência de pressa e da enorme ambição de Ferreira.

"Vamos pensar nos nossos dois grandes nomes. Machado de Assis escreveu sobre o Brasil urbano. Guimarães Rosa, sobre o Brasil rural. Acho que faltava abordar de que forma a cidade e o campo se confluíram para a formação do país. Esse era meu objetivo com esse romance", diz.

A ideia nasceu, em parte, da própria trajetória de Ferreira, de São Paulo para Arceburgo. O romance não traz propriamente um enredo. É composto por vários relatos, narrados por diversos personagens. Muitos nasceram de histórias que ouviu de clientes de suas lojas.

Há no livro, por exemplo, uma velha às vésperas da morte, um escritor comentando o próprio trabalho, um suicida. Todos deslocados em seu próprios meios.

"O título do livro se refere a isso", explica. "'Estar visita' evoca uma situação desconfortável, de não se identificar com lugar algum."

Ferreira, por sua parte, segue satisfeito com sua Arceburgo. Pelas manhãs, ele já escreve o próximo romance. Com muita ambição e pouca pressa, como de costume.



Prêmio OFF FLIP de Literatura abre inscrições


Estão abertas até 02 de maio de 2013 as inscrições para a oitava edição do Prêmio OFF FLIP de Literatura. Criado em 2006 como parte da programação literária da OFF FLIP, o Prêmio oferecerá aos poetas e contistas vencedores R$ 16 mil no total, além de estadia em Paraty, ingressos para mesas de debate da FLIP, passeio de escuna pela baía de Paraty e cota de livros do Selo Off Flip e da editora Escrita Fina.


Os textos serão avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e os 30 finalistas serão publicados em coletânea pelo Selo Off Flip. O sarau de premiação acontecerá no Centro Cultural SESC Paraty entre 3 e 7 de julho, paralelamente à Festa Literária Internacional de Paraty.



O regulamento pode ser lido no site do Prêmio: www.premio-offflip.net









ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O FICA 2013!

Gostaríamos de convidá-los a inscrever seus filmes, videos e séries televisivas, com temática ambiental, realizados a partir de 1º de janeiro de 2011. A 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, FICA 2013, acontecerá de 02 a 07 de julho na Cidade de Goiás (GO).
 A data limite para inscrições e envio de material é 19 de abril. 
Consulte o regulamento e inscreva-se aqui:
As obras selecionadas irão concorrer aos seguintes prêmios:

 - Grande prêmio CORA CORALINA e mais R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para o maior destaque entre as obras apresentadas.
- Troféu CARMO BERNARDES e  R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para o melhor longa-metragem.
- Troféu JESCO VON PUTKAMER e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor média-metragem.
- Troféu ACARI PASSOS e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor curta-metragem.
- Troféu JOÃO BÊNNIO e R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) para melhor produção goiana.
- Troféu BERNARDO ÉLIS e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para a melhor série ambiental para tevê.
- Troféu LUIZ GONZAGA SOARES e R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o trabalho escolhido pelo Júri Popular.
- Troféu JOSÉ PETRILLO para o melhor filme escolhido pela imprensa especializada.
Qualquer dúvida sobre inscrições, entre em contato pelo e-mail prodnacional@fica.art.br

Umberto Eco: 'People are tired of simple things. They want to be challenged'


The author of The Name of the Rose on why it is human to lie, how Berlusconi has used conspiracy theories to stay in power – and his love/hate relationship with his most famous book
Umberto Eco.
Umberto Eco. Photograph: Sarah Lee for the Guardian
'I am reaching the end of my ordeal," says Umberto Eco when we meet. Happily, I don't take this personally. Eco – philosopher, semiotician, novelist, bibliophile and all-round brainbox – has been on a 20-day global tour to promote his new novel, The Prague Cemetery, and says at times he has barely known what city he was in.
    The Prague Cemetery
  1. by Umberto Eco, translated by Richard Dixon

  1. Tell us what you think:Star-rate and review this book
Eco, who will be 80 in January, doesn't look too bad for his ordeal. His rotundity means he sits a little awkwardly in his chair, but he is a lively, playful interviewee, chewing on a small cigar throughout. He gave up smoking them eight years ago, but still likes to have one in his mouth and hopes some of the nicotine gets through. He has a rasping voice and an idiosyncratic take on English. The conversation occasionally breaks down when I use expressions he doesn't quite grasp. He misunderstands when I ask him whether The Prague Cemetery is, as some critics have suggested, a "return to form": for him, form is a sporting rather than a literary term.
Anyway, we battle on. The elephant in our cramped little room is that the new book is not a return to form, whether literary or sporting. Set in the second half of the 19th century and following the fortunes of master forger, murderer and general bad egg Simone Simonini, who manages to have a hand in most of the great events of that period (Italian unification, Franco-Prussian war, Paris Commune, Dreyfus affair), it is a wearying read. In English at least. Perhaps it sparkles in Italian.
Whether or not it is a return to form, it is certainly a return to Eco's favourite subject – conspiracies. Simonini is presented as the originator of the Protocols of the Elders of Zion, the early 20th-century fake text that purported to detail a Jewish conspiracy aimed at world domination. Following its publication in Russia in 1903, it was widely read and believed, despite being shown to have been plagiarised from fictional sources. Hitler quoted it extensively, and even now its poison circulates. Eco pieces together what little is known of the origins of the text, and offers Simonini, an amoral Italian living in Paris, as the originator of the most toxic of all forgeries.
Conspiracies in general, and the Protocols in particular, have been recurrent themes in Eco's work, notably in his second novel, Foucault's Pendulum, where as a joke three nondescript book editors concoct a grand conspiracy that comes to take over their lives. Why do the Protocols preoccupy him? "As a scholar I am interested in the philosophy of language, semiotics, call it what you want, and one of the main features of the human language is the possibility of lying. A dog doesn't lie. When it barks, it means there is somebody outside." Animals do not lie; human beings do. "From lies to forgeries the step is not so long, and I have written technical essays on the logic of forgeries and on the influence of forgeries on history. The most famous and terrible of those forgeries is the Protocols."
Eco says it is not conspiracies that attract him, but the paranoia that allows them to flourish. "There are many small conspiracies, and most of them are exposed," he says. "But the paranoia of the universal conspiracy is more powerful because it is everlasting. You can never discover it because you don't know who is there. It is a psychological temptation of our species. Karl Popper wrote a beautiful essay on that, in which he said it started with Homer. Everything that happens in Troy was plotted the day before on the top of Olympus by the gods. It's a way not to feel responsible for something. That's why dictatorships use the notion of universal conspiracy as a weapon. For the first 10 years of my life I was educated by fascists at school, and they used a universal conspiracy – that you, the Englishman, the Jews and the capitalists were plotting against the poor Italian people. For Hitler it was the same. And Berlusconi has spent all his electoral campaigns speaking of the double conspiracy of the judges and the communists. There are no more communists around, even if you look for them with a lamp, but for Berlusconi they were there trying to take over."

Sean Connery and Christian Slater in The Name of the Rose.
Sean Connery and Christian Slater in The Name of the Rose. Photograph: Allstar/Cinetext Collection/Sportsphoto/Allstar/Cinetext Collection
He probably does not intend to elide Hitler and Berlusconi, but nor is he a fan of Italy's recently departed prime minister. Eco has always been a prominent figure on the political left, and has opposed Berlusconi since his first stint as PM in the mid-1990s. He is pleased that the great partygoer has fallen, but warns against writing him off, suggesting he may try to return after the elections due in 2013.
"Berlusconi is a genius in communication," says Eco. "Otherwise he would never have become so rich. From the beginning he identified his target – middle-aged people who watch television. Young people do not watch television; they are on the internet. The people who support Berlusconi are 50- and 60-year-old ladies and retired people, who, in a country with an ageing population, make a powerful electoral force. So even some of his famous blunders may be blunders for me and you, but probably for the provincial 60-year-old lady or gentlemen they are not. His appeal was 'pay less taxes'. When the premier says you are right not to pay taxes, you are pleased."
How could a culture as intellectual and artistic as Italy's have elected such a buffoon? "Berlusconi was strongly anti-intellectual," he says, "and boasted that he hadn't read a novel for 20 years. There was a fear of the intellectual as a critical power, and in this sense there was a clash between Berlusconi and the intellectual world. But Italy is not an intellectual country. On the subway in Tokyo everybody reads. In Italy, they don't. Don't evaluate Italy from the fact that it produced Raphael and Michelangelo."
Eco's new book has been attacked by some for regurgitating an antisemitic text, but he argues that the Protocols can easily be found on the internet and that "weak readers" who misunderstand his purpose will be misled elsewhere. "You are not responsible for perverse readings of your book," he says. "Catholic priests said don't give Madame Bovary to a young girl to read because she might be seduced by adultery."
Does it bother him that the half-dozen novels he has produced since The Name of the Rose propelled him to fictional fame in the early 1980s have had a mixed reception? "You are always shocked by how different critics' opinions are," he says. "I think a book should be judged 10 years later, after reading and re-reading it. I was always defined as too erudite and philosophical, too difficult. Then I wrote a novel that is not erudite at all, that is written in plain language, The Mysterious Flame of Queen Loana, and among my novels it is the one that has sold the least. So probably I am writing for masochists. It's only publishers and some journalists who believe that people want simple things. People are tired of simple things. They want to be challenged."
Eco had a distinguished 30-year career in the academic world, with sidelines making cultural TV programmes and working as an editor in Milan, before The Name of the Rose. Why did he feel the need to add fiction to an already overloaded CV? In part, he says, it was accident. A friend asked him to write a short detective novel for a new series she was preparing. He told her that if he did, it would be set in the middle ages and would have to be 500 pages. That was too big for the proposed series, but the idea had been planted in his mind (or, as he prefers, his belly), and a publishing phenomenon was born. Even without her intervention, however, he implies that he would eventually have written novels. The notion of poisoning a monk appealed to him, and he already had a list of monkish names filed away in his drawer for possible use.
"I have always had a narrative impulse," he says. "I wrote stories and beginnings of novels at the age of 10 or 12. I then satisfied my taste for narrative by writing essays. All my researches have the structure of a whodunit." One of his professors pointed out that even his doctoral thesis on Thomas Aquinas had that structure, with the conclusion teasingly arrived at after a long process of divination. "I recognised he was right, and that I was right, and that research must be done this way. I satisfied my narrative impulse when my kids were small by telling them stories, and then when they were grown up I felt the need to write fiction. It happened to me as it happens to people when they fall in love. 'Why did you fall in love that day, that month, with that person? Are you crazy? Why?' You don't know. It happens."
The Name of the Rose made Eco's reputation as a novelist, but it has also proved difficult to match. "Sometimes I say I hate The Name of the Rose," he admits, "because the following books maybe were better. But it happens to many writers. Gabriel García Márquez can write 50 books, but he will be remembered always for Cien Años de Soledad [One Hundred Years of Solitude]. Every time I publish a new novel, sales of The Name of the Rose go up. What is the reaction? 'Ah, a new book of Eco. But I have never read The Name of the Rose.' Which, by the way, costs less because it is in paperback." He laughs, as he does frequently. Eco's great virtue is that he is an intellectual who doesn't take himself too seriously. Life, like fiction, is a wonderful game.
It is claimed that he called the film of The Name of the Rose a travesty, but that seems unlikely. He says only that a film cannot do everything a book can. "A book like this is a club sandwich, with turkey, salami, tomato, cheese, lettuce. And the movie is obliged to choose only the lettuce or the cheese, eliminating everything else – the theological side, the political side. It's a nice movie. I was told that a girl entered a bookstore and seeing the books said: 'Oh, they have already made a book out of it.'" More laughter.
The Name of the Rose sold – and continues to sell – by the bucketload. It made him rich, famous, sought after. But he chose to carry on teaching at Bologna university, and to keep up his academic work. His bibliography of non-fiction works on language, culture and belief is vast and forbidding. Hidden behind Eco the novelist and Eco the performer is a serious philosopher and literary critic.
It is often said that he constructs his novels out of other books. The Prague Cemetery both explores the 19th-century novels that were plagiarised in the Protocols, and is structured like one. Alexandre Dumasis the presiding spirit, in particular his novel Joseph Balsamo, and intertextuality the name of Eco's fictional game. He has adored books since he was a child, growing up in the town of Alessandria in northern Italy with not very bookish "petit bourgeois" parents but a grandmother who loved reading. He read voraciously and still does. His two libraries, at the homes he shares with his German-born wife Renate Ramge in Milan and Rimini, contain 50,000 books, including 1,200 rare titles.
He has called books "the corridors of the mind" and recently co-wrote an extended love letter to the printed text called This is Not the End of the Book. But that does not make him a digital counter-revolutionary. Indeed, to save having to carry a bag full of books, on this trip he has instead brought along an iPad with 30 titles downloaded. He nevertheless stands by his contention that this is not the end of the book. Reading devices are fine for long journeys and have advantages for reference books, but committed readers will always crave physicality – "not just Peter Pan but my Peter Pan", as he puts it.
The fact that he can accommodate everything from illuminated manuscripts to iPads is typical. He is optimistic, eclectic, eternally young, interested in everything, as at home discoursing on Peanuts as he is on Proust. I ask him how he will be remembered – as novelist, critic or polymath? "I leave it up to you," he says. "Usually a novelist has a longer-lasting life than an academic, unless you are Immanuel Kant or John Locke. Illustrious thinkers of 50 years ago have already been forgotten."
So is he resigned to being remembered for The Name of the Rose rather than his contribution to semiotics? "At the beginning," he says, "I had the impression that my novels had nothing to do with my academic interests. Then I discovered that critics found many connections, and the editors of the Library of Living Philosophers decided that my novels had to be taken into account as a philosophical contribution. So I surrender. I accept the idea that they match. Evidently I am not a schizophrenic."
The Name of the Rose, The Aesthetics of Thomas Aquinas, andSemiotics and the Philosophy of Language are thus all of a piece. It's just their global sales that are different.



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Primeira Coletânea Palmense de Contos

A Academia de Palmense de Letras realizará no dia 06 de março de 2013, às 20h, no Hall do Teatro do Centro de Atividades do SESC, o lançamento da Primeira Coletânea Palmense de Contos, com o objetivo depossibilitar ao escritor palmense um veículo de publicação para sua obra no gênero conto, a qual reúne 20 (vinte) textos. O Edital foi premiado com o Prêmio Maximiano da Mata Teixeira 2011, que contempla a área da Literatura, em conformidade com o Plano de Trabalho Anual do Fundo Estadual de Cultura, Edital N° 010/2011-SECULT/FEC. (Editais anexos). Apoio cultural: SESC/TO.

Essa primeira coletânea vem contribuir para disseminação do livro e estímulo à leitura, posto que seu preço de venda não pode superar os R$ 15,00. Favorece aos autores palmenses, a maioria deles inéditos, e mostra a força literária de nossa comunidade.

A APL mostra, com o cumprimento desse trabalho, seu perfil voltado para a comunidade, pois a obra não foi orientada apenas para seus acadêmicos ou escritores consagrados, mas buscou ampliar o leque de participantes, justamente visando trazer a público as letras daqueles autores que dificilmente conseguem condições para publicar suas obras.

Inegável o enorme ganho para a comunidade palmense ao descobrir a potencialidade literária da cidade, bem como novos escritores. É um marco que indica o início de um trabalho que, esperamos, será de longa duração ou pelo menos enquanto estejam em vigor os incentivos para as publicações.
O livro apresenta, na capa, reprodução de pintura de Otoniel Fernandes Neto, que mostra uma imagem-ícone de nossa cidade, retratando o lago e a ponte (nossa ponte para todas as outras plagas, do Tocantins e do mundo).  Os contos tratam dos mais diversos temas e apresentam variados estilos, pois um dos cuidados da APL foi abranger o maior número possível de autores, dentro da exiguidade possível nas dimensões físicas do livro. Cada conto, um autor; cada autor um modo de contar. Eis que dessa variedade temos, na literatura, uma réplica da própria comunidade palmense, construída em rica variedade de pessoas, culturas e sonhos.

Contos e escritores contemplados:

1.     “Beleca”, de Luiz Cláudio Santana Duarte;
2.     “A magrela enferrujada”, de Vagner Cassol;
3.     “O lapso”, de Francisco Assis Júnior;
4.     Simplesmente mãe”, de Stella Maris Rosselet;
5.     “Coração Xerente”, de Izilda Ciribelli Campos;
6.     “A janela”, de Humberto Damasceno;
7.     “Motivos pascais”, de Francisco Perna Filho;
8.     “Parceiro de buraco”, de Gleydsson C. Nunes;
9.     “E o casamento destruiu a vida dela”, de Ana Cristina da Silva Mota;
10.Nossa Senhora de Aparecida no Tocantins”, de Alexandre Acâmpora;
11.“O milagre”, de Sônia Marise Teixeira;
12.“O gato escaldado”, de Luciano Pereira da Silva;
13.“Dia dos mortos”, de Deise Raquel Cardoso;
14.“Um olhar sobre Manhattan”, de Liliane Lopes Rocha Vieira;
15.“Heloísa, uma boneca diferente”, de Fabiana Goulart Fonseca;
16.“Consulta médica”, de Lucelita Maria Alves;
17.Casamento à moda antiga”, de Jales Paniago;
18.“Pretendente da lua”, de Josafá Miranda de Souza;
19.“Dimas”, de Ênio Sales de Oliveira; e
20.“Mandar ou comandar”, de Elizane Ramalho.




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Deu no Catraca Livre


Portal Troca de Livros funciona como uma ponte entre internautas
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Conforme realiza trocas, o usuário ganha pontos de reputação no portal Troca de Livros
O site Troca de Livros faz o intermédio entre leitores que desejam trocar obras de qualquer gênero. Anunciando no portal, que é de uso gratuito, é possível interagir com outras pessoas que possuem livros e querem fazer negócio sem envolver dinheiro.
Conforme realiza trocas, o usuário do site ganha pontos de reputação. O portal funciona apenas como um mediador, as trocas são combinadas entre os próprios leitores, por meio do sistema de mensagens do site.
Para anunciar ou procurar um livro, basta fazer um cadastro rápido no site Troca de Livros.



Deu na Folha de São Paulo:
09/02/2013 - 05h22
Morta há 50 anos, poeta Sylvia Plath ainda confunde

MARINA DELLA VALLE
DE SÃO PAULO

O suicídio da poeta norte-americana Sylvia Plath, aos 30 anos, em 11 de fevereiro de 1963, deu início a uma questão que acabou por gerar, ao longo dos anos, uma verdadeira indústria de publicações biográficas: quem era, na verdade, Sylvia Plath?
Primeira a destoar do mito, biografia de Sylvia Plath segue relevante
Cinquenta anos depois, foram tantas disputas e livros sobre a vida e a morte da poeta que é tempo de mudar a questão ao ler algo sobre ela: Plath era de quem?
É o que sugere um dos lançamentos mais interessantes relacionados com a data: "Claiming Sylvia Plath" (reivindicando Sylvia Plath, Cambridge Scholars, 370 págs., US$ 74,99), da norueguesa Marianne Egeland.


Reprodução
Os poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, recém-casados em 1956
Os poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, recém-casados em 1956


Professora da Universidade de Oslo, Egeland analisou as publicações sobre Plath escritas entre 1960 e 2010 para traçar a recepção da poeta por diferentes grupos de leitores: feministas, críticos, biógrafos, psicólogos e amigos.

Isso porque poucos autores tiveram vida e legado tão debatidos como Plath.
As causas de seu suicídio, o papel do marido, o poeta inglês Ted Hughes (1930-1998), em sua morte, e as origens dos poemas vociferantes publicadas em seu livro póstumo, "Ariel", geraram um turbilhão de análises.

Mais que isso: tais disputas pintaram diferentes figuras da poeta.

"Fiquei surpresa não só com a quantidade de 'Sylvias' contrastantes, mas com o tanto que comentaristas acreditam que suas versões são as únicas corretas", disse Egeland à Folha.
Um ponto interessante colocado pela autora é que Plath acabou sendo usada como um argumento pelos diferente segmentos que escreveram sobre ela, moldando sua figura de acordo com os interesses de cada visão. E é possível, afinal, saber quem foi a verdadeira Sylvia Plath?

"Essa decisão fica ao encargo de cada leitor. Mas talvez seja prudente lembrar que hoje ela está escondida sob múltiplas camadas de opiniões e interpretações", afirma Egeland.

"Claiming Plath" não é necessariamente uma leitura fácil, principalmente para iniciantes no universo da poeta, mas pode ser um bom guia para quem começa, já que situa --e explica-- as diferentes visões alardeadas como a "verdadeira" face de Plath.

Para Egeland, há mais um efeito desejado: "Espero que haja um aumento das questões éticas envolvidas na maneira como ela foi reivindicada por seus leitores".

MUITAS VIDAS

Com os 50 anos da morte de Plath, era inevitável que surgissem novas biografias, ainda que o assunto pareça completamente esgotado.

A mais completa é "American Isis" (St. Martin's Press, 336 págs., US$ 29,99), de Carl Rollyson, professor de jornalismo do Baruch College, da City University de Nova York.
Na introdução, Rollyson compara Plath a outra loura trágica: Marilyn Monroe, também biografada por ele.

A comparação inicial pode soar disparatada, mas Rollyson é um biógrafo experiente, que busca mostrar diferentes lados de Plath, como sua sexualidade e o interesse por cultura popular.

Assim como Monroe, consagrada como símbolo sexual, ela buscava leituras como James Joyce.

"Quis mostrar que Plath não era apenas uma ótima poeta, mas era ótima em vários aspectos", diz Rollyson.

Ele é o primeiro biógrafo a utilizar uma série de cartas entre Ted e sua irmã Olwyn Hughes, liberadas anos após a morte do poeta, em 1998.

O autor, ao jogar novas luzes em uma história revista tantas vezes, não deixa de avaliar as maneiras como ela foi contada antes. O último capítulo é sobre as biografias de Plath e suas disparidades.

"Sem saber como essas biografias foram escritas, o leitor fica sem referência."
O afã de publicações (que começou com o relançamento de "Bell Jar", que também completa 50 anos, pela Faber) não se repetiu no Brasil.

Os "Diários de Sylvia Plath", editados por Karen V. Kukil, ganharam nova edição (trad. de Celso Nogueira, Globo Livros, 836 págs. R$ 79).

"Ariel", em sua versão "restaurada" (da maneira como a poeta o deixou antes de morrer), traduzido por Rodrigo Garcia Lopes e Maria Cristina Glenz de Macedo, será republicado pela Verus neste ano, sem conexão com os 50 anos da morte de Plath.

Assim, o leitor brasileiro fica com a opção de ler o que a própria Plath tinha a dizer, tanto para si mesmo, no caso dos diários, como para o mundo, no caso de "Ariel".



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Cena do filme "Amor", dirigido pelo alemão Michael Haneke
 ("A Fita Branca") e indicado a cinco Oscar


A Folha de São Paulo traz uma lista de filmes para ver no Carnaval:


O AMANTE DA RAINHA
Na Dinamarca do século 18, uma jovem rainha casada com um rei insano se apaixona pelo médico da corte. Juntos, eles iniciam uma revolução que mudará a nação.
Informe-se sobre o filme
A LUZ DO TOM
O documentário faz um retrato afetivo do músico Tom Jobim por meio de três narradoras: Helena, a irmã; Thereza, primeira companheira; e Ana, casada com Tom nos últimos anos da vida dele.
Informe-se sobre o filme
AMOR
Octogenários, Georges e Anne são professores de música aposentados, cultos e independentes. Quando Anne sofre um derrame, no entanto, os dois têm de lidar com as mudanças trazidas pela doença dela, e o amor que une o casal será posto à prova.
Informe-se sobre o filme
AS AVENTURAS DE PI
Baseado no livro "A Vida de Pi", de Yann Martel, o longa narra a história do jovem indiano que sai de seu país com a família rumo ao Canadá. Após o naufrágio do cargueiro em que viajavam, Piscine Patel tem de lutar para sobreviver em um bote salva-vidas ao lado de um feroz tigre-de-bengala.
Informe-se sobre o filme
DJANGO LIVRE
Com a ajuda do dr. King Schultz, um excêntrico caçador de recompensas alemão, o ex-escravo Django parte em uma jornada à procura de Broomhilda, sua mulher, que vive em posse do vilão Calvin Candie.
Informe-se sobre o filme
JORGE MAUTNER - O FILHO DO HOLOCAUSTO
Com depoimentos de artistas como Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de imagens raras, o documentário remonta a trajetória da vida do cantor, compositor e escritor brasileiro Jorge Mautner.
Informe-se sobre o filme
O MESTRE
Freddie Quell é um veterano da Marinha que volta para casa após a Segunda Guerra Mundial incerto sobre seu futuro. Até conhecer Lancaster Dodd, um carismático líder religioso, e ter sua vida abalada.
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NO
Em 1988, diante da pressão internacional, o ditador chileno Augusto Pinochet convoca um referendo sobre o seu mandato. Assim, líderes da oposição convencem o jovem publicitário René Saavedra a comandar sua campanha. Com poucos recursos e sob permanente vigilância dos guardas do regime, Saavedra e sua equipe criam um audacioso plano para vencer a eleição e libertar o país da opressão.
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O SOM AO REDOR
O drama nacional --nono lugar na lista dos dez melhores filmes de 2012 feita pelo crítico A. O. Scott, do "New York Times"-- acompanha a rotina dos moradores de uma rua de classe média de um bairro do Recife. Quando um grupo de seguranças particulares chega ao local, a rotina de todos é alterada. A presença desses homens traz tranquilidade para alguns e tensão para outros.
Informe-se sobre o filme