quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco Perna Filho - Poema


ESTADO

                   


Embora presa,
a água borbulha solta na chaleira
efervescente.
É de fora
a sua natureza líquida.
Não há fôrma que a aprisione,
não há temperatura que a molde.

Embora verso,
embora prosa,
A poesia sabe-se leve,
sabe-se solta.
Amorfa,
não se prende ao vocábulo. 


Goiânia, 28/03/2005
Imagem retirada da Internet: poesia