segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Marcos Siscar - Poema



Schopenhauer desce aos infernos


e se a dor fosse apenas o fim da alegria
escondida um pouco aquém das (palavras 
desconexas que você me estende como anúncio) 
cores enfurecidas quase imemorável encontro
do doer com aquilo que dói reconhecimento
com liberação morte com prazer da renúncia 
refinamento da tortura com a boa terapia 
(freud fustiga schopenhauer pendurado 
nas mandíbulas do inferno enquanto sua mãe
mete o dedo do nariz) comi a flor do pêssego
você me diz amanhã teremos filho