quarta-feira, 11 de julho de 2012

Hassan Najmi - Poesia Marroquina



A janela


não sobrou nada:
só a ferida da memória.
e o ponto de encontro
e o cheiro das folhas em livros usados.


da janela:
uma canção entoa um amor antigo.


Como se fosse escrever o livro dos mortos -
torna-se a noite no seu costume.


Como se para brincar com uma tristeza que o acompanha -
dança sozinho na noite.


Tradução de André Simões




Fonte: Sobre as ruínas
Fonte da Imagem: janelas árabes