segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mário Massari - Poema


MEMÓRIA


Ah, memória, 
Tão amiga quão infame!

Por que insistes em vasculhar
Esses depósitos de
Flores exangues?

Sacia-te a dor do poema?
Alivia-te a música do pranto?

Ah, memória,
Bailarina de risos e desencantos!

Às vezes lua tranquila,
Às vezes escuro manto...





In "Espelhos do tempo".

Imagem retirada da Internet: memoria