segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Francisco Perna Filho - Poema


Humanus



O sapo
coaxa
solto,
não sabe do salto,
nem porque salta,
mas salta.
O homem
preso
berra;
solto,
erra.
Sabe de tudo:
do salto,
do sapo,
da vida.
Mesmo assim,
assalta,
mata,
não se ressente:
caterva.


Imagem retirada da Internet: sapo