sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Karl Theodor Kõrner (1791-1813) - Poema

Adeus à Vida





Meus lábios tremem; punge o golpe ardente.
No lânguido bater do peito ansiado
sinto ao termo da vida ter chegado.
Teu era; a ti me entrego, ó Deus clemente!

Que visões que afagaram minha mente!
Mas ai! que o sonho em morte é dissipado.
Valor! O que em meu peito hei fiel guardado,
viverá lá comigo eternamente.

A idéia que adorei qual divindade,
que exaltava meu jovem ser fogoso,
ou lhe eu chamasse "amor" ou "liberdade";

ei-la ante mim, qual anjo luminoso;
e perdendo eu da vida a faculdade,
subirá com minha alma ao céu radioso.


Tradução de José Gomes Monteiro



Imagem retirada da Internet: despedida