quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fagundes Varela - Poema


O VIZIR



- Não derribes meus cedros! murmurava
O gênio da floresta aparecendo
Adiante de um vizir, senão eu juro
Punir-te rijamente! E no entanto
O vizir derribou a santa selva!
Alguns anos depois foi condenado
Ao cutelo do algoz. Quando encostava
A cabeça febril no duro cepo,
Recuou aterrado: - "Eternos deuses!
Este cepo é de cedro!" E sobre a terra
A cabeça rolou banhada em sangue!


Imagem retirada da Internet: Vizir