terça-feira, 20 de julho de 2010

Francisco Perna Filho - Poema inédito









POESIA



Sob a luz da vela,

a poesia instaura-se autônoma,

no não-lugar.

Não há passado,

futuro ou presente,

ela está no para-sempre,

nos desvãos do transitório.

Não traz alarde no seu grito,

alimenta-se de escombros e incertezas,

de becos e vielas,

muros e solidões.

Está ali,

Aqui,

Lá.

Entremostra-se,

na centelha de luz,

no lampejo,

no desejo,

no precário

do poeta que a traduz.


Palmas, 14/03/2010

Imagem retirada da Internet: Luz