quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fausto Rodrigues Valle - Poema


O Banzeiro Textual presta uma homenagem ao amigo e confrade Fausto Rodrigues Valle, falecido ontem, 12/05/2010, em Goiânia. Nascido em Araxá, MG, no dia 22 de agosto de 1930. Filho de Delvo e Artemira, 1o. filho de 13, veio com a família para Goiás em 1931. É médico formado pela UFMG. Ex-professor da UFG, no Departamento de Pediatria, exercendo funções administrativas, como Vice-Diretor da Faculdade de Medicina, Pró-Reitor de Graduação e outras. Seu nome literário passou a ser Fausto Valle, estampado na capa dos últimos livros.Durante quase 10 anos, foi diretor do jornal Voz do Oriente, órgão oficial do Grande Oriente de Goiás, no qual publicava meus artigos maçônicos. Ao mesmo tempo, coordenei durante 6 ou 7 anos, pela Maçonaria, o Concurso de Contos: Professor Venerando de Freitas Borges, em homenagem ao maçom e primeiro prefeito de Goiânia. Escreveu uma peça mística para a Ordem Rosacruz, encenada em Brasilia, Escreveu vários textos para teatro de bonecos (mamulengos) e algumas monografias para a Ordem Juvenil. A AMORC tem os direitos autorais de todos esses trabalhos. Participação em Antologias: A Fonte do Sal (1988). Livros de Poesia: Cravos Sobre a Mesa (1992), livro este que recebeu menção honrosa no extinto Concurso José Décio Filho. Relógio de Areia (1998),prêmio Bolsa de Publicações Wilson Cavalcanti Nogueira, da Fundação Cultural de Pires do Rio - 1997. Aldeia Absurda (1999) e Poemas Dispersos (2005). Livros de Contos:Confraria dos Marimbondos (2001); Um Boi no Telhado (2005); Além do Vão da Janela (2009). Prêmios Literários:Troféu Goyazes, concedido pela Academia Goiana de Letras, 2004; Troféu Tiokô, Literatura, concedido pela UBE 2009; dois prêmios de Melhor Texto, em duas oportunidades, no Concurso de Poesia falada, da Fundação Cultural de Pires do Rio - GO. Diploma honorífico de Cidadão Goianiense, conferido pela Câmara Municipal de Goiânia.


Flagrante


Pela rua vazia
o homem curvado
Ao próprio peso,

para de súbito,
olha atentamente
o céu de chumbo,

abre o guarda-chuva,
à pressa, some
de meus olhos

sem que eu saiba
seu pensamento,

que eu saiba dele
alguma coisa.


Imagem retirada da Internet: Fausto Rodrigues Valle