domingo, 6 de dezembro de 2009

Coelho Vaz - Poema




Geraldo Coelho Vaz



Geraldo Coelho Vaz nasceu em Goiânia (GO), em 24 de setembro de 1940. Fez os cursos primário, ginasial e Técnico em Contabilidade na cidade de Catalão (GO). Cursou Direito na Universidade Católica de Goiás. As atividades literárias de Coelho Vaz tiveram início ainda em Catalão, no Grêmio Lítero-Cultural Águia de Haia. Professor de Direito Penal e de Processual Penal, na Escola dos Oficiais da Polícia Militar. Desde sua estréia em livro, em 1963, passou a participar de órgãos culturais e atuar na imprensa, com destaque no jornal O Quarto Poder. Entrou para a Academia Goiana de Letras e para a Academia Catalana de Letras, e é um dos fundadores da União Brasileira de Escritores, seção de Goiás, a qual presidiu por três vezes. Ocupou diversos cargos, cabendo destacar que foi secretário de Estado de Cultura, presidente da Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, além de ser membro do Conselho Municipal de Cultura e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Recebeu o troféu “Tiokô”, conferido pela UBE-GO. Em 2004, recebeu a medalha “Hugo de Carvalho Ramos”, do Conselho Estadual de Cultura de Goiás, e o prêmio Clio de História, pela Academia Paulistana de História, com o livro “Senador Canedo – vida e obra”, e a comenda “Grão-Mestre da Ordem do Mérito Anhanguera”, do Governo goiano, no grau de Comendador pelos relevantes serviços prestados ao Estado de Goiás.Vem construindo sem vaidade uma obra ampla, de lirismo puro, como completa Gabriel Nascente: “numa total lucidez”, que não se arroga ser a verdade última dentro da poesia goiana, mas que ocupa espaço por total merecimento.Bibliografia: Poemas da ascensão, RTFG, 1963; Mensagem livre, Ed. Oriente, 1971; Águas do passado, Líder, 1986; Corpo noturno, Ed. Kelps, 1991 e O Outro Caminho, Ed. Renascer, 2007. Deixam de figurar aqui os livros jurídicos e de história. (Fonte: Antônio Miranda)




JAMAIS ME ESQUECERÁ



Sirva-se de mim.
O que jamais imaginei.
Eu, observando calado
o amor de todas as noites,
momentos de excitação
e forte desejo.
A fortaleza
está na voz suave,
deslizante na aurora matinal.

Sirva-se de mim
uma vez mais.
Em forma de mar,
furacão em ondas.
Com mãos firmes
eternize a imagem
desejada do encantamento
da noite cálida.

Sirva-se de mim
e jamais me esquecerá.




In.O Outro Caminho. Goiânia: Renascer, 2007. p.29.
Imagem retirada da Internet - Noite.