sábado, 25 de julho de 2009

URBANO




Francisco Perna Filho









Rádios,

vozes,buzinas,

o cheiro dos cafés

e o dia refaz-se

nas palavras do homem

que denuncia o mundo

ao contemplar os seios

da mulher que passa.

Labirinto humano,

traçado e forjado

no livre arbítrio.

O homem,

cujos seios busca,

desmancha-se

em vozes,

luzes

e cansaço.

Também é morte,

Norte,

breve,

que se faz

noturno.



In.Refeição. Goiânia: Kelps, 2001, p.63