domingo, 31 de maio de 2009

SILÊNCIOS



Francisco Perna Filho
 











Silenciar como pedras,
tornar imóvel o distante,
pura embarcação.
a curva e a canção caminham e me enfunam. 
Morrer nas pequenas coisas: 
no papel amassado da não inspiração, 
na toalha embotada de Toddy e pão, 
no candeeiro sem lume e sem esperança.
O gume mata o sono e o sonho.
Tudo se desbota.

 

 

Imagem: Velha fritando (cozinhando) ovos (1618), Velásquez